Enfermagem

24/10/2010

Calendário de vacinação

Filed under: Pediatria — Larissa Fernanda Passere @ 22:30

 

Doença ou Germe IDADE / MESES / ANOS VACINA DOSE(D)

REFORÇO ®

Tuberculose RECÉM NASCIDO BCG-id ÚNICA
Hepatite B 12 horas Anti-Hepatite B 1ª D
  • Hepatite B
2m Anti-Hepatite B 2ª D
  • Paralisia Infantil
2m Anti-Poliomielite oral

ou injetável

1ª D
  • Difteria-Tétano Coqueluche
2m Tríplice Bacteriana

DPT OU DPaT

1ª D
  • Hemófilo B
2m HiB 1ª D

PPPP Pneumococo

2m

PCV7, heptavalente 1ª D
Rotavirus 2m Antirotavirus 1ª D
Mm Meningococo 3m Antimeningocócica tipo C 1ª D
  • Paralisia Infantil
4m Anti-Poliomielite

Oral ou Injetável

2ª D
  • Difteria-Tétano Coqueluche
4m Tríplice Bacteriana DPT

  • OU DPaT

2ª D

  • Hemófilo B

4m

Hib

2ª D

Pneumococo 4m PCV7, heptavalente 2ª D
Rotavirus 4m Antirotavirus 2ª D
Mm Meningococo 5m Antimeningocócica tipo C 2ª D
  • Paralisia Infantil
6m Anti-Poliomielite Oral ou Injetável 3ª D
  • Difteria-Tétano-Coqueluche
6m Tríplice Bacteriana

DPT OU DPaT

3ª D

  • Hemófilo B

6m

Hib

3ª D

  • Hepatite B
6m Anti-Hepatite B

3ª D

Pneumococo

6m PCV7, heptavalente 3ª D

Influenza

6m

Anti-Gripe

1ª D

Influenza

7m

Anti-Gripe

2ª D

Varicela-Catapora

12m

Anti-Varicela

1ª D

Hepatite A 12m Anti-Hepatite A 1ª D
Sarampo,Rubéola,Caxumba 12m Tríplice Viral, MMR ÚNICA
Pneumococo 15m PCV7, heptavalente R
Difteria-Tétano Coqueluche 18m Tríplice Bacteriana DPT

*DPaT

1º R
Paralisia Infantil 18m Anti-Poliomielite Oral

*Injetável (Salk)

1ª R
Hepatite A 18m Anti-Hepatite A 2ª D
Todas as crianças devem participar das campanhas de Vacinação Nacional
Paralisia Infantil 4-6 anos Anti-Poliomielite oral

*Injetável (Salk)

2º R
Difteria-Tétano-Coqueluche 4-6 anos Tríplice Bacteriana DPT

* DPaT

2º R
Sarampo,Rubéola,Caxumba 4-6 anos Tríplice Viral, MMR 1ª R
Sarampo,Rubéola,Caxumba 12 anos Tríplice Viral, MMR 2ª R
Papilomavirus 12 anos HPV 1ª D
Papilomavirus 12 anos +2 meses HPV 2ª D
Papilomavirus 12 anos +6 meses HPV 3ª D
Tétano Manter a vacinação com reforço 10/10 anos (dT,tipo adulto)
Gripe Idosos e casos especiais Vacinação Anual
Pneumococo – 23 sorotipos Idosos e casos especiais Vacinação Qüinqüenal

(.)A vacina combinada HEXA – Hepatite B, Tríplice Bacteriana acelular, Poliomielite (Salk), Hemófilos B – tem preferência de emprego por ser eficaz, apresentar menos reação adversa e aplicada em injeção única.

(*)As vacinas DpaT e antipólio vírus inativado têm preferência de emprego por serem eficazes e com menos reações adversas.

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Doenças reumáticas na infância

Filed under: Pediatria — Larissa Fernanda Passere @ 22:16

A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusividade da população adulta. De fato, muitas das condições ditas “reumáticas” são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, existe um número grande de reumatismos que também pode afetar a população infantil. Essas doenças geram nas crianças sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e, o que é pior, algumas doenças reumáticas podem gerar dano e limitação permanentes comprometendo o futuro do pequeno paciente. A disciplina clínica que inclui o estudo das desordens inflamatórias e não inflamatórias na criança é a Reumatologia Pediátrica.

As raízes desta especialidade estão na reumatologia do adulto, mas como a experiência com estas doenças na infância foi se acumulando e mostrou várias particularidades, ficou evidente que o assunto requeria uma abordagem pediátrica específica, o que foi feito pela primeira vez na Inglaterra, logo após a Segunda Guerra Mundial, espalhando-se em seguida pelo mundo inteiro. Ainda hoje muitos dos conhecimentos utilizados no tratamento desses pacientes foram herdados da experiência com o adulto, mas fica cada vez mais claro que esse tipo de conduta deixa lacunas e perguntas sem respostas.

Sabe-se que o paciente infantil responde de maneira diferente às drogas, está mais propenso a certas complicações e que precisa de apoio psicológico e cuidados de reabilitação especiais, necessitando de uma equipe familiarizada com essas particularidades e treinada para melhor atender essas demandas.

Várias doenças reumáticas são vistas na infância sendo as mais comuns a artrite crônica da infância, o lúpus eritematoso sistêmico, a dermatopolimiosite e as espondiloartropatias, que são doenças de caráter crônico, provocadas por distúrbios no sistema de defesa do organismo, ou sistema auto-imune. Esses casos precisam de avaliação do especialista e tem potencial para deixar seqüelas permanentes, mas se forem precocemente bem tratadas , possibilita-se à criança uma vida praticamente normal. Outros reumatismos desse tipo que também podem acometer a criança são as vasculites e, mais raramente, a esclerodermia.

A presença de bactérias nas articulações pode levar a uma forma grave de reumatismo que é a artrite séptica .

Infecções também estão relacionadas a uma outra forma de doença reumática, as artrites reativas, onde a apresentação clássica é um tipo de reumatismo muito conhecido e, até pouco tempo atrás, freqüente em nosso meio: a febre reumática. O surgimento dos antibióticos e a melhoria nas condições gerais de vida da população mundial reduziram drasticamente o número de crianças afetadas por esse mal.

Com maior freqüência, manifestam-se nessa fase sintomas envolvendo o aparelho músculo esquelético. Nesse grupo encontram-se as famosas dores do crescimento e também dores decorrentes de defeitos ortopédicos e de má postura, muito comuns no consultório do reumatologista pediátrico. A atuação do médico nessa fase como educador postural e estimulador da prática de exercícios físicos tem papel fundamental na prevenção de doenças músculo-esqueléticas da fase adulta.

No tratamento da criança com doença reumática a abordagem também é multidisciplinar. Os tratamentos disponíveis incluem drogas específicas e terapia física, mas muitas vezes é preciso a realização de cirurgia para correção de seqüelas, daí a necessidade de vários profissionais de cada área. Os componentes dessa equipe são:
 

  o paciente e sua família
  a escola
  o ortopedista pediátrico
  o oftalmologista
  o fisioterapeuta
  o terapeuta ocupacional
  a nutricionista
  o psiquiatra ou psicólogo e
  coordenando a equipe, o reumatologista pediátrico

Faz-se fundamental a difusão desse tipo de conhecimento entre a população e os profissionais de saúde, facilitando o acesso dos pacientes a esse tipo de atendimento especializado. A detecção precoce desses problemas e seu pronto tratamento possibilitam a prevenção de danos permanentes e uma vida plena para a criança.

Sinais de Alerta Gerais

Como dito anteriormente, a identificação precoce de doenças reumáticas na infância é fundamental para evitar seqüelas permanentes, por isso deve-se levar a criança para avaliação ao verificar a presença de certos sintomas ou sinais, que podem ser:
 

  Dor articular ou dor nas costas referidas de modo mais persistente
  Articulação acometida de aspecto alterado: presença de inchaço, calor e vermelhidão no local
  Dor persistente ao longo dos membros superiores ou inferiores
  Presença de febre por mais de três semanas
  Presença de perda de peso e atraso no crescimento
  Presença de prostração e cansaço, modificando o padrão normal de atividades da criança
  Presença de fraqueza muscular
  Presença de depressão
  Presença de queixas visuais
  Presença de limitação funcional, ou seja, a criança começa a mostrar incapacidade para tarefas do dia a dia que antes eram executados com facilidade, necessita de auxílio dos adultos, fica dependente da ajuda dos outros e restringe suas atividades. Por exemplo, necessita de auxílio para sair da cama pela manhã, para vestir-se, para subir/ descer escadas

Na presença dessas queixas, recomenda-se visitar o pediatra o mais rápido possível , evitando adiar a consulta. Evitar usar medicamentos por conta própria ou “simpatias” e remédios caseiros. Nessa oportunidade, será avaliada a necessidade de acompanhamento especializado, conforme a situação.

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