Enfermagem

18/04/2011

Sangue – fluido importante para a vida!

Filed under: Artigos - Diversos,Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 19:27

O sangue é um líquido viscoso que circula pela extensa rede de artérias, veias e capilares do nosso organismo, transportando nutrientes para que as células, tecidos ou órgãos funcionem de maneira eficaz. Além disso, leva embora tudo aquilo que as células não precisam mais.

Um homem adulto possui cerca de cinco litros de sangue em circulação, ou seja, aproximadamente 7% de seu peso. O sangue é composto por elementos figurados (células) e pelo plasma.

Os elementos figurados são glóbulos vermelhos ou eritrócitos, os glóbulos brancos ou leucócitos e as plaquetas. Esses elementos são produzidos na medula óssea a partir de células-tronco após estímulos hormonais e depois caem na circulação periférica para desempenharem importantes funções.

Glóbulos vermelhos

Os glóbulos vermelhos ou eritrócitos respondem por 40% do volume do sangue. São fabricados continuamente na medula óssea e contem em seu interior a hemoglobina, uma proteína que empresta a cor avermelhada ao sangue e que leva o oxigênio para todas até os tecidos. A célula usa o oxigênio para todas as suas funções metabólicas.

A diminuição do número de eritrócitos ou da hemoglobina resultaem anemia. Oexcesso de ferro, por sua vez, é indício de uma doença chamada hemocromatose, que pode ser hereditária ou secundária e nesses casos a pessoa absorve muito esse nutriente.

Nosso organismo é eficaz para absorver, mas ruim para eliminar o ferro, e o tratamento dessa doença é bem simples e curioso: FLEBOTOMIA (sangria terapêutica).

Da maneira que era usada na idade média, a sangria não tinha fundamento, hoje porém, a retirada de sangue é bastante útil quando há o excesso de ferro ou de eritrócitos.

E o aumento exagerado do número de eritrócitos ou do nível de hemoglobina também leva a doenças como poliglobulia (proliferação isolada de série vermelha). Nestes casos, o sangue torna-se ainda mais viscoso, o que dificulta a circulação, em especial, nos pequenos capilares, como no cérebro, rins e retina, ocasionando sintomas de dor de cabeça, tontura e confusão visual, dentre outros.

Glóbulos brancos

Os glóbulos brancos ou leucócitos tem função de defesa contra microrganismos causadores de infecções. São produzidos na medula óssea e ganham rapidamente a circulação periférica. Os leucócitos em 3 grandes classes: os granulócitos que incluem os neutrófilos, eosinófilos e basófilos, os linfócitos e os monócitos.

Os glanulócitos correspondem a 50% – 60% dos leucócitos, dos quais os neutrófilos são os mais abundantes e estão envolvidos na defesa contra bactérias.

Os eusinófilos são de 2% a 4% dos leucócitos e respondem pelas infecções parasitárias e processos alérgicos. Os basófilos são mais raros, com menos de 1% e também estão envolvidos em processos alérgicos.

Os monócitos correspondem a 6% dos leucócitos e tem função de fagocitar (englobar) microrganismos estranhos.

O aumento do número de leucócitos (leucocitose) pode se dar por várias causas, mas a mais comum é em resposta a uma infecção, fenômeno no qual o organismo combate o agente agressor de modo rápido, liberando maior número de neutrófilos a partir da medula óssea, Já a diminuição dos leucócitos ou leucopenia também pode ocorrer por algumas infecções bacterianas ou virais. Entretanto, doenças mais raras e por vezes mais graves podem ser a causa dessa situação como a leucemia e anemia aplástica.

Plaquetas e plasma

Outro elemento presente no sangue é a plaqueta que cuida da coagulação, ela impede que a pessoa sangre sem parar. Esses fragmentos de células também ocupam pequenos orifícios na parede interna dos vasos, estabilizando sua superfície e auxiliando na cicatrização.

A diminuição do número de plaquetas geralmente ocorre em quadros infecciosos, por uso de medicamentos ou por outras causas, como a imunológica situação na qual o organismo cria anticorpos que destroem suas próprias plaquetas. Os sintomas da queda do número de plaquetas são pequenos sangramentos na pele, gengiva ou nariz.

O aumento exagerado do número de plaquetas pode igualmente ocorrer durante estados infecciosos ou inflamatórios, nesses casos, não são raros o acidente vascular cerebral ou infarto agudo do miocárdio. Além das alterações numéricas em excesso ou escassez de plaquetas, doenças que afetam suas funções de adesão, agregação e metabolismo podem induzir sintomas de sangramentos ou tromboses.

No entanto, a maior parte do sangue 60% é composta pelo plasma. Trata-se do líquido amarelado que dá volume ao sangue, constituído fundamentalmente por água, íons, gases e no qual circulam nutrientes, hormônios e outras substâncias. Alterações no volume plasmático como sua diminuição, levam a doenças. É possível medir a presença de centenas de elementos como proteínas, lipídeos, glicose e albumina.

Para investigar se todos os elementos que compõem o sangue estão funcionando corretamente, os médicos se utilizam do hemograma. Esse exame é capaz de detectar tanto alterações no formato quanto na quantidade de cada tipo de célula. A análise de uma gota de sangue ao microscópio revela uma imensidade de aspectos importantes para o diagnóstico de doenças ou de características do indivíduo.

Eritrócitos com morfologia estranha, por exemplo, em forma de foice, denunciam a anemia falciforme, linfócitos com aspectos não habituais e em número excessivamente aumentado podem indicar leucemia ou linfoma.

Bandagem natural

Um ferimento cortocontuso ou uma batida pode levar à formação de uma equimose. Quando isso acontece, o sangramento é tamponado pelas plaquetas que se unem na parede interna do vaso rompido e formam uma espécie de rolha inicial para estancar o sangramento. Em seguida 13 fatores de coagulação vêm do plasma e se unem em uma rede de fibrina que vai fechando o vaso rompido. A falta de apenas um desses fatores já compromete o processo. A hemofilia “A” é caracterizada pela falta de fator 8. Hoje a reposição é feita pela administração desse fator isolado a partir de doação nos bancos de sangue. Antigamente era feita a transfusão de todo o plasma, o que causou a contaminação por HIV em alguns pacientes hemofílicos.

Futuro

Um dos maiores desafios dos cientistas é criar o sangue artificial, essas pesquisas atendem interesses de grupos como testemunhas de Jeová, por exemplo, que não aceitam a doação de sangue. Os pesquisadores tentam arranjar um substituto à altura para os eritrócitos, que são as células mais importantes nas transfusões sanguíneas, o objetivo é garantir o transporte de oxigênio sem correr o risco de contaminação ou incompatibilidade. Os estudos ainda estão em estágios iniciais, mas são promissores, um dos grupos já conseguiu converter o tipo B em O, o que permitiria o aumento do estoque de sangue nos bancos de doação.  

Para cuidar-se bem

No dia a dia, as pessoas não se lembram do sangue, é um tecido tão fundamental que o organismo sacrifica todo o resto antes dele. É necessário investir em uma alimentação saudável para garantir aos menos que não faltem ao organismo os elementos básicos para produzir suas células – o ferro, a vitamina B12 e o ácido fólico são os 3 nutrientes mais importantes. A alimentação balanceada, a prática de exercícios físicos e evitar o estresse ajudam a saúde do organismo como um todo.

24/10/2010

Úlceras de pressão

Filed under: Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 22:35

O que é?

A úlcera de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sangüínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como úlcera de decúbito, escara ou escara de decúbito. O termo escara deve ser utilizado quando se tem uma parte necrótica ou crosta preta na lesão.

Como se desenvolve?

A úlcera de pressão se desenvolve quando se tem uma compressão do tecido mole entre uma proeminência óssea e uma superfície dura por um período prolongado. O local mais freqüente para o seu desenvolvimento é na região sacra, calcâneo, nádegas, trocânteres, cotovelos e tronco.

Quais as causas e fatores de risco?

São vários os fatores que podem aumentar o risco para o desenvolvimento da úlcera de pressão como: imobilidade, pressões prolongadas, fricção, traumatismos, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, deficiência de vitamina, pressão arterial, umidade excessiva, edema.

Estágios da úlcera de pressão

As úlceras de pressão podem classificadas em:

Estágio I

  quando a pele está intacta, mas se observa vermelhidão e um pouco de ulceração de pele.

Estágio II

 

quando a pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou cratera superficial

Estágio III

 

quando se observa uma ferida de espessura completa, envolvendo a epiderme, a derme e o subcutâneo.

Estágio IV

 

quando se tem uma lesão significante, onde há a destruição ou necrose para os músculos, ossos e estruturas de suporte( tendões e cápsula articular).

Quem corre mais riscos?

Pacientes acamados que são ou foram fumantes, diabéticos, pacientes com incontinência fecal e urinária (uso de fraldas), desnutridos, idosos, pessoas com pouca ou nenhuma mobilidade, com problemas de circulação arterial.

Como prevenir?

Manter alguns cuidados com a pele do paciente é fundamental. A atuação fundamental é no alívio da pressão da pele, nas áreas de maior risco, ou onde se tem ossos mais proeminentes. Alguns cuidados são bem importantes, e podem ser realizados desde os primeiros momentos que o paciente ficou acamado, seja em casa ou no hospital.
 

Atenção – áreas avermelhadas não devem ser massageadas, para não aumentar a área já lesionada.

Manter colchão piramidal (caixa de ovo) sobre o colchão da cama do paciente.
Mudar sempre o paciente acamado de posição.
Colocar travesseiros macios embaixo dos tornozelos para elevar os calcanhares.
Colocar o paciente sentado em poltrona macia, ou revestida com colchão piramidal, várias vezes ao dia.
Quando sentado mudar as pernas de posição, alternando as áreas de apoio.
Manter alimentação rica em vitaminas e proteína.
Manter hidratação.
Trocar fraldas a cada três horas, mantendo paciente limpo e seco..
Hidratar a pele com óleos e/ou cremes a base de vegetais
Utilizar sabonetes com pH neutro para realizar a limpeza da região genital.
Estar atento para o aparecimento de candidíase e outras infecções por fungos. Nesses casos, procurar o médico.
Aplicação de filme transparente e/ou cremes ou loções a base de AGE nas áreas de risco aumentado para lesões
Realizar massagem suave na pele sadia, em áreas potenciais de pressão, com loção umectante e suave.
Manter a limpeza das roupas de cama, bem como mantê-las seca e bem esticadas.
NÃO utilizar lâmpada de calor sobre a pele, pois estimulam o ressecamento da mesma.

Como tratar?

O tratamento da ferida consiste em limpeza da lesão com jato de soro fisiológico, preferencialmente morno. O jato é conseguido perfurando-se o frasco de soro com uma agulha 40X12 ou 30X8. Este jato tem a propriedade de limpar a ferida sem destruir o que o próprio organismo vem reconstruindo.

Se há presença de escaras (crosta preta e endurecida) sobre a lesão, esta deverá ser retirada por um profissional médico ou enfermeiro especializado.

Existem vários produtos, chamados de “novas tecnologias” para auxiliar no tratamento das úlceras de pressão. A indicação fica a critério médico ou de enfermeira especializada. Os resultados são bastante eficazes.

11/11/2009

Anatomia Básica

Filed under: Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 23:04

Sistemas Digestivo

Digestão é o conjunto de reações químicas por meio das quais substâncias complexas são transformadas em outras  mais simples.

Boca– é a primeira seção do tubo digestivo. Suas funções principais são: mastigação e o umedecimento do alimento.

Dentes- divide o alimento em pedaços bem pequenos.

Faringe- participa na deglutição.

Esôfago- é um corredor formado por músculos lisos que empurram delicadamente o bolo alimentar para o estômago.

Estômago- produz p suco gástrico que modifica a estrutura dos alimentos e impede o desenvolvimento de bactéria e fermentação.

Intestino Delgado- produz o suco entérico e absorve os nutrientes. 

Intestino Grosso- o material que chega ao intestino grosso contém muita água. Uma função importante do intestino grosso é a reabsorção dessa água, que passa para o sangue, o que não foi digerido transforma-se em fezes.

Fígado- produz a bile, armazena nutrientes, atua sobre grandes gorduras, produz fator VIII.

Vesícula Biliar- armazena bilirrubina.

Pâncreas- produz hormônios, insulina, glucagon, suco pancreático.

 

Sistema Respiratório

Equação da respiração:

glicose+oxigenio-gás carbônico

Cavidade Nasal– filtra, aquece, umedece o ar.

Faringe– conduz o ar para a laringe.

Laringe– produz o muco que umedece e retém substâncias, impede a penetração de corpo estranho e também é o órgão da fonação.

Traquéia- sua função resulta no transporte de muco e material inspirado para a laringe.

Pulmões- regulam o nível de dióxido de carbono.

Brônquios e Bronquíolos- levam o ar até os alvéolos pulmonares.

Alvéolos pulmonares- neles ocorre a troca de gases.

Diafragma- quando o diafragma se expande (inspiração), o ar é sugado através das narinas e da boca. Quando ele se contrai, o ar é expulso (expiração), eliminando o gás carbônico no ar inspirado.

Sistema Urinário

A excreção consiste na eliminação das substâncias inúteis ou nocivas ao organismo, resultantes da atividade celular.

Rim– é formado por uma cápsula que envolve externamente por um córtex e pela medula. Na região do córtex estão situados os néfrons. O rim filtra o sangue e seleciona o que deve ser eliminado, também regula quantidade de água no organismo.

Néfrons– nos néfrons o sangue é filtrado, dessa filtração resulta a urina.

Ureter– é um duto, que também é um canal que comunica o rim com a bexiga.

Bexiga- é uma bolsa de parede elástica que pode aumentar em volume. Sua função é acumular a urina produzida pelo rim.

Uretra- é um duto que se comunica com o meio externo.

Glândula supra-renal- produz hormônios que ajudam no funcionamento do rim.

Sistema Nervoso

Conjunto dos elementos que, nos organismos animais, estão envolvidos com a recepção dos estímulos, a transmissão dos impulsos nervosos ou a ativação dos mecanismos dos músculos.

Anatomia e função
Os animais vertebrados têm uma coluna vertebral e um crânio, que abrigam o sistema nervoso central, enquanto que o sistema nervoso periférico se estende pelo resto do corpo. A parte do sistema nervoso situada no crânio é o cérebro e a que se encontra na coluna vertebral é a medula espinhal.
No sistema nervoso, a recepção dos estímulos é a função de células sensitivas especiais, os receptores. Os elementos condutores são células chamadas neurônios, que podem desenvolver uma atividade lenta e generalizada ou podem ser unidades condutoras rápidas, de grande eficiência. A resposta específica do neurônio chama-se impulso nervoso (ver Neurofisiologia).
Os receptores encontram-se na pele e captam os diferentes estímulos, transformando-os em um sinal elétrico. Quando ativados, estes neurônios sensitivos mandam os impulsos até o sistema nervoso central e transmitem a informação para outros neurônios, chamados neurônios motores, cujos axônios estendem-se de novo para a periferia. Através destas últimas células, os impulsos se dirigem às terminações motoras dos músculos, excitando-os e provocando a contração e o movimento adequado.
Há grupos de fibras motoras que levam os impulsos nervosos aos órgãos que se encontram nas cavidades do corpo, como o estômago e os intestinos. Estas fibras constituem o sistema nervoso vegetativo.
 

Afecções do sistema nervoso
O sistema nervoso é suscetível a infecções provocadas por uma grande variedade de bactérias, vírus e outros microorganismos (meningite, poliomielite e encefalite).
Em certas afecções, como a neuralgia, a enxaqueca ou a epilepsia, pode não haver nenhuma evidência de dano orgânico. Outra doença, a paralisia cerebral, está associada a uma lesão cerebral

 

Sistema Esquelético

A função mais importante do esqueleto é sustentar a totalidade do corpo e dar-lhe forma.
Torna possível a locomoção ao fornecer ao organismo material duro e consistente, que sustenta os tecidos brandos contra a força da gravidade e onde estão inseridos os músculos, que lhe permitem erguer-se do chão e mover-se sobre sua superfície.
O sistema ósseo também protege os órgãos internos (cérebro, pulmões, coração) dos traumatismos do exterior.
Osso: em todo osso longo, o corpo geralmente cilíndrico, recebe o nome de diáfise, e os extremos, recebem o nome de epífise.
A diáfise é oca e seu interior é ocupado pela medula amarela.
Também na epífise há um grande número de cavidades formadas pelo entrecruzamento dos delgados tabiques ósseos, os quais contém a medula vermelha, formadora de glóbulos sangüíneos.
O periósteo é uma membrana muito tenaz e extremamente vascularizada que envolve os ossos e permite que estes cresçam em espessura; esta membrana é de grande importância pois, por meio de seus vasos sangüíneos, chegam às células ósseas as substâncias nutritivas.

O ESQUELETO : é composto por ossos, ligamentos e tendões.

O esqueleto humano é formado por 203 ou 204 ossos e se divide em cabeça, tronco e membros. Na face os ossos são: maxilares, zigomáticos, nasais, e a mandíbula, único osso móvel da cabeça que serve para a mastigação. Em continuação do crânio está a coluna vertebral que é formada pelas vértebras. As vértebras são uma série de anéis colocados sobretudo de maneira que o orifício central de cada uma corresponda com o do superior e o do inferior, de tal maneira que no centro da coluna vertebral existe uma espécie de conduto, pelo qual passa a medula espinal, órgão nervoso de fundamental importância. A articulação que se interpõe entre uma vértebra e a vértebra seguinte permite a mobilidade de toda a coluna vertebral, garantindo a esta a máxima resistência aos traumas. Entre uma vértebra e outra existem os discos cartilaginosos que servem para aumentar a elasticidade do conjunto e atenuar os efeitos de eventuais lições. As vértebras são 33 e não são todas iguais; as inferiores tem maior tamanho porque devem ser mais resistentes para realizar um trabalho maior. As primeiras 7 (sete) vértebras se denominam cervicais; a primeira se chama atlas e a segunda áxis. Em continuação das cervicais estão 12 vértebras dorsais que continuam através das costelas e se unem ao esterno, fechando a caixa torácica mediante as cartilagens costais, protegendo os órgãos contidos no tórax: coração, pulmões, brônquios, esôfago e grandes vasos. A coluna vertebral continua com as 5 vértebras lombares. A estas, seguem-se outras 5 vértebras soldadas entre si, que formam o osso sacro e, por último, as 4 ou 5 rudimentarias, quase sempre soldadas entre si, que tomam o nome de cóccix ou osso caudal. Os ossos dos membros superiores começam com o ombro formado pela cintura escapular, de forma triangular, plana, e pela clavícula situada em frente da anterior, que é longa e curvada. A articulação do ombro é bastante móvel, o que permite mover o braço em todas as direções; esta articulação junto com a do quadril é uma das mais importantes no corpo humano. O osso do braço é o úmero, longo e robusto; o antebraço é formado pelos ossos: rádio e Ulna (cúbito). O rádio termina no cotovelo com a articulação e o ulnam (cúbito) apresenta (em correspondência com o cotovelo) um saliente que não permite ao antebraço pregar-se quando está distendido em linha reta com o braço. Com os dois ossos do antebraço se articula na sua parte inferior a mão, que é formada por uma série de 13 ossos pequenos: 8 são chamados ossos do carpo, são os que formam o punho; 5 denominados metacarpos e que correspondem à superfície dorso-palmar da mão. Os dedos da mão, estão formados pela primeira, segunda e terceira falanges (o polegar tem só dois). Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis, que é formada pela fusão de três ossos: íleo, ísquio e púbis. Com a pélvis se articula o fêmur, osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. Na sua parte inferior o fêmur se une à tíbia e ao Fíbula (perônio), que são os dois ossos da perna. Esta união tem lugar na articulação do joelho, do qual forma parte a Patela (rótula) e os meniscos (dois discos cartilaginosos cuja rotura é muito freqüente em alguns esportistas). Interpostos entre os côndilos femorais, a tíbia e o fíbula (perônio). Por último, aos ossos da perna se articulam com os do pé: o calcâneo, o astrágalo, os ossos metatarsos, os dos dedos que têm três falanges, exceto o primeiro que tem duas.

O esqueleto constitui o arcabouço do organismo e é formado pelos ossos. Além da função de sustento, tem aquela, também, importantíssima, de permitir ao homem de se mover. Os ossos constituem a parte passiva do aparelho locomotor: o seu movimento é devido à contração e ao relaxamento dos músculos que neles se inserem. Sobre a forma dos ossos têm influência a direção e a potência dos músculos.
Os ossos que formam o esqueleto do adulto são 203, excluindo os ossos considerados “supranumerários” (que existem na cabeça) e os ossos “sesamóides” (pequenos ossos acessórios que se acham na vizinhança das articulações, geralmente imersos em um tecido fibroso). Cada osso do nosso corpo apresenta uma forma característica que permite reconhecê-lo imediatamente, não obstante as variações que possam existir de um indivíduo para outro. A forma dos ossos não é casual mas devida a um complexo de razões. A primeira de tais razões é a forma do seu esboço devido a causas hereditárias; intervêm depois outras causas que influem sobre a forma de cada uma das suas porções: o modo pelo qual dois ossos se põem em relação determina uma mudança das duas superfícies de contacto, e os músculos e os tendões que neles se inserem produzem modificações na superfície de implantação. Além disso, as partes contíguas deixam sobre os ossos impressões, mesmo que sejam menos duras do que ele, como, por exemplo, uma artéria ou um nervo; mesmo o cérebro deixa uma impressão sobre os ossos que o encerram.

04/10/2009

Band of Brothers

Filed under: Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 20:17

Band of Brothers é uma minissérie dividida em 10 episódios, que retrata com muita fidelidade os campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. A série narra à história da Easy Company, companhia E do 506º Regimento de Infantaria pára-quedista do Exército Americano.

A minissérie retrata a semelhança do Soldado Enfermeiro – Cabo Eugene com a pioneira no tratamento de feridos de Guerra – Florence Nightingale (mãe da Enfermagem). Florence foi uma enfermeira britânica que ficou muito famosa por desafiar as limitações dos cuidados aos feridos da Guerra da Criméia.

Poucas pessoas que não estão envolvidas com a Enfermagem conhecem a história de Florence Nightingale, mas para aqueles que gostariam de conhecer um pouco mais, vale muito a pena ver todos os episódios de Band of Brothers.

Cabo Eugene (soldado enfermeiro que fica no campo de batalha) e Renée (Enfermeira que fica no Hospital base), retratam perfeitamente os cuidados de enfermagem diante de uma situação extremamente precária e sem nenhum tipo de recursos.

Ambos e mais alguns enfermeiros usavam apenas compressas ou retalhos de lençóis, seringas reutilizadas, plasma sem nenhum tipo de conservação, coagulante sanguíneo em pó, tesouras e afins sem nenhum tipo de limpeza, etc.

Enfim… escassez total de qualquer material estéril/não-estéril, antibióticos e anti-sépticos de grande espectro, cirurgias de emergência/urgência, etc.

Para quase 70% dos profissionais da área da saúde certas patologias, cirurgias, diagnósticos e procedimentos não afetam o lado sentimental, mas confesso que fiquei pensativa quando ví os soldados tentando ajudar os outros sem o principal tipo de proteção: LUVA. Claro que no meio de uma Guerra ninguém vai pensar nisso, mas quem está do outro lado da telinha, o primeiro pensamento é: “Olha o nível absurdo de contaminação!”. Em muitas cenas a Humanização vem em 1º lugar, mesmo tornando-se pessoas frias.

Hoje com tantos avanços e tecnologia, ainda temos a capacidade de reclamar do tamanho inadequado de uma luva. Veja a minissérie e pense nessa simples e enorme reclamação.

Desejo uma ótima sessão cinema Band of Brothers e não esqueça a pipoca!

Abraços!

Larissa Passere

27/01/2009

Anotação de Enfermagem…

Filed under: Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 23:00

EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM OU ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM 


Paciente……………………………………….. Idade ………………. Quarto………. Leito…………. Sexo……… Hora…………
Diagnostico…………………………………… Data: ……../……./…… folha nº ……………

Consciente, confuso
Calmo ou agitado
Hidratado ou desidratado
Hipocorado ou corado
Orientado no tempo e espaço, apresenta momentos de confusão
Extremidades frias ou aquecidas
Acamado ou em repouso no leito
Deambulando com auxilio, ou em cadeira de roda
Relacionando-se com o meio, ou comunicando-se através de gestos
Acianótico ou cianótico
Normotenso, hipotenso ou hipertenso
Eupnéico, dispnéico, bradipnéico ou taquipnéico
Afebril, pico febril, febril (maior que 37,8 º C)
Anotar se houve alguma anormalidade ou se o paciente refere
Anotar se mantêm venóclise
Anotar se paciente mantém intracath em jugular ou subclávia D ou E
Anotar se paciente mantém cateter ou mascara de oxigênio ou está em nebulização continua
Anotar se paciente está com SNG ou se estas sondas são para drenagem ou gavagem
Anotar se paciente está com SVD ou diurese espontânea, anotar aspecto e debito
Anotar se paciente está com curativo, tipo de curativo e secreções presentes( observar se o ferimento está limpo e seco ou contem secreções serosa, sanguinolenta ou purulenta.
Anotar se paciente mantêm drenos, anotar região, debito e aspecto das secreções
Anotar se paciente aceitou ou recusou a dieta

OBS: se paciente estiver evacuando e com eliminações vesicais presentes, anotar apenas eliminações fisiológicas presentes
Usar caneta vermelha à noite.

Anotar horários e todas as intercorrências do plantão
Medicar segundo prescrição medica e checar a medicação no ato de sua administração
Anotar cada procedimento efetuado segundo prescrição de enfermagem e quando mudar de decúbito, anotar posição colocada.

 

IATROGENIA… até quando?

Filed under: Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 12:44

É uma alteração patológica provocada no paciente por diagnóstico ou tratamento de qualquer tipo. Um problema iatrogênico é provocado por pessoal ou procedimentos médicos ou através de exposição ao meio hospitalar, inclusive o medo causado ao doente por comentários ou perguntas feitas pelos médicos que o examinam.

Sabemos que muitos medicamentos, equipamentos, cirurgias e terapias são considerados milagres da medicina moderna. Entretanto, existem diversos aspectos desses milagres. Este artigo focaliza o seu lado escuro.

Antigamente, as pessoas confiavam cegamente em seu médico. Havia um vínculo pessoal com o médico. Esse vínculo degenerou com a ênfase na medicina como negócio, códigos, empresas de seguro-saúde. O mercado da área de saúde não procura fazer o bem e as pessoas perderam a confiança. A iatrogenia tem um papel importante e feio nessa história.

Estudo publicado no HOSPITAL DAS CLÍNICAS – SP:

  • 12.000 óbitos por ano são provocados por cirurgias desnecessárias;
  • 7.000 óbitos por ano são provocados por erros de medicação em hospitais;
  • 20.000 óbitos por ano são provocados por outros erros em hospitais;
  • 80.000 óbitos por ano são provocados por infecções hospitalares;
  • 106.000 óbitos por ano são provocados por efeitos adversos dos medicamentos.

Isso significa 225.000 óbitos por ano devido a causas iatrogênicas, tornando a iatrogenia uma das principais causas de óbito no Brasil e esse número não inclui deficiências e outros problemas — apenas os óbitos ocorridos nos hospitais. Quando refletimos que anualmente o número de óbitos devido a erros médicos é quatro vezes maior do que o número de óbitos durante toda a guerra do Vietnã, ficamos chocados sem entender porque tal informação não chega às manchetes ou porque ainda não foram criados enormes grupos de estudos custeados pelos médicos ou pelas autoridades políticas.


Um levantamento estatístico interessante mostra os óbitos atribuídos no BRASIL entre 2005 e 2005 a medicamentos que podem causar dependência:

  • Benzodiazepinas – 1.810
  • Metadona – 676
  • Heroína – 291

Temos aí dois medicamentos legalmente receitados e cada um deles causa mais óbitos do que a heroína. Essas estatísticas estarrecedoras não podem mais ser ignoradas. Houve muita negação e silêncio por parte do complexo industrial médico alopático. Como a medicina tornou-se um ramo do comércio e o comércio e a política têm laços estreitos, devemos analisar outros fatos interessantes.

As indústrias farmacêuticas investem fortunas para influenciar a política, no lobby de seus interesses. Elas não fazem este investimento sem esperar um retorno com lucro. Esse talvez seja o motivo pelo qual as autoridades fecham os olhos. As indústrias farmacêuticas também fabricam pesticidas e produtos químicos que provocam câncer e outras doenças. Depois, produzem medicamentos para tratar os males que causam. Esses medicamentos, por sua vez, provocam mais problemas e criam um mercado para mais medicamentos — e mais lucros. Um ciclo muito lucrativo! Pesquisar doenças diverte a atenção dos produtos cancerígenos e letais.

Muitos acreditam que o estudo acima seja apenas a ponta do iceberg, pois apenas analisou doentes hospitalizados. O que dizer dos erros domiciliares e ambulatoriais? Há mais pessoas nesses grupos e certamente mais iatrogenia. Comparadas ao holocausto iatrogênico, as mortes ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial nem parecem tão expressivas. Entretanto, foram realizados poucos esforços para reconhecer e corrigir a iatrogenia.

Assassinato ou erro?
A sutil linha entre um assassinato e um erro é uma batata quente. Poder-se-ia até argumentar que existe um plano elitista global para controle da população, permitindo que a iatrogenia ganhasse tamanho impulso. Porém, independentemente da sua etiologia, a iatrogenia é real; ela corre solta e está longe de ser controlada. Ao considerar a iatrogenia como uma doença infecciosa — fora do controle dos médicos e hospitais — estamos permitindo que a profissão médica e os cartéis farmacêuticos se distanciem da responsabilidade e os isentamos da culpabilidade de homicídio por negligência.

Seria humanamente impossível eliminar inteiramente os erros. O problema é “Quantas vezes um erro acontece até que não seja simplesmente mais um erro, mas sim negligência?” Quando os erros se tornam negligência, estamos testemunhando um verdadeiro holocausto.

 

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