Enfermagem

07/05/2011

Hemofilia

Filed under: Artigos - Diversos — Larissa Fernanda Passere @ 21:37

O que é hemofilia?

A hemofilia é uma alteração genética e hereditária no sangue, caracterizada por um defeito na coagulação.

O sangue é feito por várias substâncias, onde cada uma tem uma função. Algumas delas são as proteínas chamadas fatores da coagulação, que ajudam a estancar as hemorragias. Esses fatores são numerados, em algarismos romanos (I a XIII) e trabalham como uma equipe, onde cada um tem seu momento de ação, passando instruções ao seguinte.

A pessoa que tem hemofilia não possui um dos fatores em quantidade ou qualidade suficiente para exercer suas funções. Por isso, o sangue da pessoa com hemofilia demora mais para formar um coágulo e, quando este se forma, não é capaz de fazer o sangue parar de escorrer pelo local da lesão.

Quais são os sintomas da hemofilia?

Os sintomas da hemofilia são os sangramentos, principalmente dentro das juntas e dos músculos.

As pessoas com hemofilia grave têm hemorragias espontâneas, ou seja, repentinas e sem causa aparente. As simples atividades normais da vida diária como caminhar e correr podem produzir hemorragias. As hemorragias espontâneas geralmente acontecem nas partes do corpo onde há muita atividade e esforço, principalmente nas juntas (articulações). Essas lesões são chamadas de “hemartroses”. Os joelhos e tornozelos são frequentemente atingidos por hemorragias, porque suportam grande parte do peso do corpo. Outras juntas (articulações) podem também ser atingidas, como cotovelo, quadril, ombro etc.

Outros locais que podem apresentar sangramento espontâneo são: a pele, os músculos e as mucosas (revestimento que cobre os orifícios naturais, como a boca). Manchas roxas na pele são chamadas equimoses. Se ocorrerem no tecido subcutâneo (camada de gordura abaixo da pele) e nos músculos, gerando coleções de sangue, são chamados hematomas.

Alguns hematomas são de alto risco, pois podem levar a problemas graves, como na língua, pescoço, antebraço, panturrilha e no músculo íleo-psoas. Os sintomas dos sangramentos nos músculos e juntas são: dor, inchaço e parada do movimento no local atingido (braço ou perna, por exemplo).

Os sangramentos após extração dentária são também importantes e devem ser prevenidos e acompanhados por profissionais experientes em hemofilia.

É importante lembrar que quando uma pessoa com hemofilia se machuca, não sangra mais rápido do que uma outra sem hemofilia, apenas fica sangrando durante um tempo maior e pode recomeçar a sangrar vários dias depois de um ferimento ou de uma cirurgia. Os cortes ou hematomas superficiais não causam maiores problemas, em geral.

Existem dois tipos de hemofilia:

Hemofilia A, que é a mais comum e representa 80% dos casos, ocorre pela deficiência do Fator VIII (FVIII).

Hemofilia B – ocorre pela deficiência do Fator IX (FIX).

Há pessoas com deficiência de outros fatores, o que é mais raro.

Qual é a causa da hemofilia?

A hemofilia é causada por uma mutação, que é uma mudança no material genético no cromossomo – estrutura em forma de fita que fica dentro das células humanas e que contém a informação genética que é passada através das gerações. O gene que causa a hemofilia está localizado no cromossomo X.

Onde devo procurar tratamento? O Centro de Tratamento de Hemofilia (CTH).

Os Centros de Tratamento de Hemofilia (CTH), Serviços ou Unidades de Hemofilia são centros especializados em proporcionar tratamento multidisciplinar (com profissionais de várias áreas) para pessoas com distúrbios hemorrágicos. Há vários CTH no Brasil e a maioria deles está nos Hemocentros, alguns em hospitais universitários ou outros (veja lista com endereço dos CTH em todo o Brasil no final desse livreto).

Os CTH tem em um mesmo lugar diagnóstico e acompanhamento por profissionais capacitados e experientes. Os CTH mais completos têm médicos hematologistas, ortopedistas, fisiatras, enfermeiros dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e outros, além de dispensarem os fatores de coagulação, que no Brasil são adquiridos pelo Ministério da Saúde. A Federação Mundial de Hemofilia aconselha que o atendimento à pessoa com hemofilia seja feito por uma equipe multidisciplinar, já que se sabe que com essa abordagem os pacientes vivem mais e melhor.

O que é concentrado de fator de coagulação?

O concentrado do fator de coagulação ou “fator” é o fator concentrado transformado em pó. É diluído com água destilada para ficar líquido de novo e aplicado na veia.

Alguns concentrados de fatores são derivados do plasma, feitos a partir do sangue humano de doadores de sangue. Outros são fatores recombinantes, feitos em laboratório e não que contém sangue humano.

Algumas pessoas com hemofilia leve têm uma outra opção de tratamento que é o DDAVP – Desmopressina – medicação sintética, que não é derivada do sangue. O médico que acompanha o caso deverá orientar se é indicado usar o DDAVP.

Quando tratar?

Você deve ser tratado o mais rapidamente possível após uma lesão; se receber o fator logo após ter começado um sangramento, irá parar mais rapidamente e menos sangue terá para ser reabsorvido. Desta forma você voltará a sua rotina normal mais rapidamente. Se há uma dúvida sobre tratar uma hemorragia ou não, sempre decida pelo lado do tratamento: na dúvida, use fator.

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18/04/2011

Sangue – fluido importante para a vida!

Filed under: Artigos - Diversos,Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 19:27

O sangue é um líquido viscoso que circula pela extensa rede de artérias, veias e capilares do nosso organismo, transportando nutrientes para que as células, tecidos ou órgãos funcionem de maneira eficaz. Além disso, leva embora tudo aquilo que as células não precisam mais.

Um homem adulto possui cerca de cinco litros de sangue em circulação, ou seja, aproximadamente 7% de seu peso. O sangue é composto por elementos figurados (células) e pelo plasma.

Os elementos figurados são glóbulos vermelhos ou eritrócitos, os glóbulos brancos ou leucócitos e as plaquetas. Esses elementos são produzidos na medula óssea a partir de células-tronco após estímulos hormonais e depois caem na circulação periférica para desempenharem importantes funções.

Glóbulos vermelhos

Os glóbulos vermelhos ou eritrócitos respondem por 40% do volume do sangue. São fabricados continuamente na medula óssea e contem em seu interior a hemoglobina, uma proteína que empresta a cor avermelhada ao sangue e que leva o oxigênio para todas até os tecidos. A célula usa o oxigênio para todas as suas funções metabólicas.

A diminuição do número de eritrócitos ou da hemoglobina resultaem anemia. Oexcesso de ferro, por sua vez, é indício de uma doença chamada hemocromatose, que pode ser hereditária ou secundária e nesses casos a pessoa absorve muito esse nutriente.

Nosso organismo é eficaz para absorver, mas ruim para eliminar o ferro, e o tratamento dessa doença é bem simples e curioso: FLEBOTOMIA (sangria terapêutica).

Da maneira que era usada na idade média, a sangria não tinha fundamento, hoje porém, a retirada de sangue é bastante útil quando há o excesso de ferro ou de eritrócitos.

E o aumento exagerado do número de eritrócitos ou do nível de hemoglobina também leva a doenças como poliglobulia (proliferação isolada de série vermelha). Nestes casos, o sangue torna-se ainda mais viscoso, o que dificulta a circulação, em especial, nos pequenos capilares, como no cérebro, rins e retina, ocasionando sintomas de dor de cabeça, tontura e confusão visual, dentre outros.

Glóbulos brancos

Os glóbulos brancos ou leucócitos tem função de defesa contra microrganismos causadores de infecções. São produzidos na medula óssea e ganham rapidamente a circulação periférica. Os leucócitos em 3 grandes classes: os granulócitos que incluem os neutrófilos, eosinófilos e basófilos, os linfócitos e os monócitos.

Os glanulócitos correspondem a 50% – 60% dos leucócitos, dos quais os neutrófilos são os mais abundantes e estão envolvidos na defesa contra bactérias.

Os eusinófilos são de 2% a 4% dos leucócitos e respondem pelas infecções parasitárias e processos alérgicos. Os basófilos são mais raros, com menos de 1% e também estão envolvidos em processos alérgicos.

Os monócitos correspondem a 6% dos leucócitos e tem função de fagocitar (englobar) microrganismos estranhos.

O aumento do número de leucócitos (leucocitose) pode se dar por várias causas, mas a mais comum é em resposta a uma infecção, fenômeno no qual o organismo combate o agente agressor de modo rápido, liberando maior número de neutrófilos a partir da medula óssea, Já a diminuição dos leucócitos ou leucopenia também pode ocorrer por algumas infecções bacterianas ou virais. Entretanto, doenças mais raras e por vezes mais graves podem ser a causa dessa situação como a leucemia e anemia aplástica.

Plaquetas e plasma

Outro elemento presente no sangue é a plaqueta que cuida da coagulação, ela impede que a pessoa sangre sem parar. Esses fragmentos de células também ocupam pequenos orifícios na parede interna dos vasos, estabilizando sua superfície e auxiliando na cicatrização.

A diminuição do número de plaquetas geralmente ocorre em quadros infecciosos, por uso de medicamentos ou por outras causas, como a imunológica situação na qual o organismo cria anticorpos que destroem suas próprias plaquetas. Os sintomas da queda do número de plaquetas são pequenos sangramentos na pele, gengiva ou nariz.

O aumento exagerado do número de plaquetas pode igualmente ocorrer durante estados infecciosos ou inflamatórios, nesses casos, não são raros o acidente vascular cerebral ou infarto agudo do miocárdio. Além das alterações numéricas em excesso ou escassez de plaquetas, doenças que afetam suas funções de adesão, agregação e metabolismo podem induzir sintomas de sangramentos ou tromboses.

No entanto, a maior parte do sangue 60% é composta pelo plasma. Trata-se do líquido amarelado que dá volume ao sangue, constituído fundamentalmente por água, íons, gases e no qual circulam nutrientes, hormônios e outras substâncias. Alterações no volume plasmático como sua diminuição, levam a doenças. É possível medir a presença de centenas de elementos como proteínas, lipídeos, glicose e albumina.

Para investigar se todos os elementos que compõem o sangue estão funcionando corretamente, os médicos se utilizam do hemograma. Esse exame é capaz de detectar tanto alterações no formato quanto na quantidade de cada tipo de célula. A análise de uma gota de sangue ao microscópio revela uma imensidade de aspectos importantes para o diagnóstico de doenças ou de características do indivíduo.

Eritrócitos com morfologia estranha, por exemplo, em forma de foice, denunciam a anemia falciforme, linfócitos com aspectos não habituais e em número excessivamente aumentado podem indicar leucemia ou linfoma.

Bandagem natural

Um ferimento cortocontuso ou uma batida pode levar à formação de uma equimose. Quando isso acontece, o sangramento é tamponado pelas plaquetas que se unem na parede interna do vaso rompido e formam uma espécie de rolha inicial para estancar o sangramento. Em seguida 13 fatores de coagulação vêm do plasma e se unem em uma rede de fibrina que vai fechando o vaso rompido. A falta de apenas um desses fatores já compromete o processo. A hemofilia “A” é caracterizada pela falta de fator 8. Hoje a reposição é feita pela administração desse fator isolado a partir de doação nos bancos de sangue. Antigamente era feita a transfusão de todo o plasma, o que causou a contaminação por HIV em alguns pacientes hemofílicos.

Futuro

Um dos maiores desafios dos cientistas é criar o sangue artificial, essas pesquisas atendem interesses de grupos como testemunhas de Jeová, por exemplo, que não aceitam a doação de sangue. Os pesquisadores tentam arranjar um substituto à altura para os eritrócitos, que são as células mais importantes nas transfusões sanguíneas, o objetivo é garantir o transporte de oxigênio sem correr o risco de contaminação ou incompatibilidade. Os estudos ainda estão em estágios iniciais, mas são promissores, um dos grupos já conseguiu converter o tipo B em O, o que permitiria o aumento do estoque de sangue nos bancos de doação.  

Para cuidar-se bem

No dia a dia, as pessoas não se lembram do sangue, é um tecido tão fundamental que o organismo sacrifica todo o resto antes dele. É necessário investir em uma alimentação saudável para garantir aos menos que não faltem ao organismo os elementos básicos para produzir suas células – o ferro, a vitamina B12 e o ácido fólico são os 3 nutrientes mais importantes. A alimentação balanceada, a prática de exercícios físicos e evitar o estresse ajudam a saúde do organismo como um todo.

07/04/2011

Tragédia em Realengo

Filed under: Artigos - Diversos — Larissa Fernanda Passere @ 21:54

Por mais que eu tente me colocar no lugar de uma mãe ou um pai, não consigo imaginar 0,1% dessa dor… 

Hoje, pela manhã, em Realengo, Rio de Janeiro, Wellington Menezes Oliveira conseguiu entrar armado na escola municipal Tasso da Silveira (de Ensino Fundamental),  e até o momento as notícias desencontradas das TV’s e jornais informam que 11 crianças foram assassinadas com tiros na cabeça e abdômen.

O mundo inteiro se volta para o Brasil, para Realengo, para o Rio de Janeiro… Infelizmente, a violência contra as crianças e adolescentes não é rara no país. Existem diferentes formas de violência, adolescentes, meninos, negros são as maiores vítimas.

Professores desestimulados cansam-se de denunciar a violência em várias escolas urbanas das periferias brasileiras: crianças e adolescentes expostos ao tráfico de drogas, alunos armados, roubos… Mas nada se compara ao que aconteceu nesta escola hoje.

Na manhã de hoje a escola recebia ex-alunos para dar palestras em comemoração aos seus 40 anos. Segundo relatos de profissionais da escola de Realengo o ex- aluno, Wellington, aproveitou-se disso e se identificou como um dos palestrantes.

Não se tem ainda informações seguras sobre o que levou este jovem a matar 11 crianças de 12 a 14 anos (10 meninas e 1 menino) e ferir mais 29! Quanto a morte do atirador, a versão do sargento Alves, o primeiro a chegar à escola é de que o atirador foi baleado pelo sargento e após levar um tiro se matou.

Há uma imensa especulação na mídia e impressa sobre o perfil do atirador: desde que se tratava de um “doido islâmico”, de que era “filho adotivo”, “viciado em internet”, jovem de “poucos amigos”, “portador do HIV”…

Esse é um momento perigoso, onde veículos de comunicações, em busca de audiência exploram como podem esta imensa tragédia: islamismo, adoção, internet e portadores de HIV tornam-se explicações fáceis para nossas mentes bestificadas diante do absurdo que é crianças serem mortas dentro da escola.

Ouço na Record News o absurdo do apresentador João dizer que ataques como este é “normal” no Oriente Médio! TV’s dizem que o atirador deu mais de 100 tiros! Como seria possível dar mais de 100 tiros se o atirador portava dois revolveres de calibre 38?  Como este jovem tinha tanta munição? Como conseguiu as armas? Como fomos capazes de dizer não ao desarmamento e sim ao comércio de armas?

Tento escrever este texto em busca de alguma organização mental, emocional. Não sou mãe, não posso sequer imaginar a dor desses pais que deixaram seus filhos na escola, porque é um espaço de saber, um espaço de formação, um espaço de cidadania, um direito das crianças e adolescentes frequentarem de modo seguro, um dever de governos e uma obrigação constitucional dos pais enviarem seus filhos.

Mesmo assim na Record News prosseguia insistindo no ‘argumento’ de que nos ‘demais países’ isso é ‘terrorismo’ e se não iremos tratar assim também! Como pode uma TV propor esta abordagem sem qualquer investigação?

Todo adulto deve ser responsável por qualquer criança. Isso significa, por exemplo, olharmos para além dos nossos umbigos, de nossas crias, isso exige de nós um compromisso maior e real, que sejam capazes de incluir, educar, espaços culturais e de lazer, formar e amar todas as nossas crianças. Elas merecem um futuro melhor que balas na cabeça…

26/03/2011

11ª Corrida e Caminhada do GRAACC!!!

Filed under: Artigos - Diversos,Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 14:18

Eu já fiz a minha inscrição e você?

Já estão abertas as inscrições para a 11ª edição da Corrida e Caminhada GRAACC – Combatendo e Vencendo o Câncer Infantil, que ocorre no dia 08 de Maio. As inscrições podem ser feitas pelo site do GRAACC (www.graacc.org.br) ou da Corpore (www.corpore.org.br).

O evento, que comemora 11 anos, tem como objetivo mobilizar e conscientizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e a necessidade do tratamento adequado para crianças e adolescentes com câncer, além de arrecadar recursos para a instituição.

A expectativa dos organizadores é de receber 10.000 participantes engajados na luta contra o câncer infantil.

A largada será na Assembléia Legislativa, em frente ao Parque do Ibirapuera.

Existe uma porta sempre aberta na busca da cura do câncer infanto-juvenil. Uma porta que leva para dentro de uma instituição onde o tratamento é compatível com os melhores hospitais do mundo!

Uma organização que precisa de todos nós para oferecer ao adolescente e a criança com câncer o apoio que ela precisa.

Anualmente são realizadas mais de 20.000 consultas e 1.000 cirurgias. Um trabalho que se fortalece com a solidariedade de todos nós!…

Você que está aí lendo esse post, não custa nada… faça a sua inscrição e venha participar desse evento tão importante… te espero lá ok?

Assista ao vídeo, conheça um pouco mais do GRAACC, reflita e veja como a sua participação é muito  importante!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=OOE4aEnTFQ0

 

Um forte abraço!

Larissa F Passere

18/03/2011

Os efeitos da cocaína no cérebro

Filed under: Artigos - Diversos,Neuro — Larissa Fernanda Passere @ 21:31

Sintetizada em 1859, a cocaína tem como origem a planta Erythroxylon coca, um arbusto nativo da Bolívia e do Peru (mas também cultivado em Java e Sri-Lanka), em cuja composição química se encontram os alcalóides Cocaína, Anamil e Truxillina (ou Cocamina).

Figura:  Corte cerebral pós morte de um viciado em cocaína. A lesão mostrada refere-se a uma hemorragia cerebral massiva e está associada ao uso da cocaína.

As propriedades primárias da droga bloqueiam a condução de impulsos nas fibras nervosas, quando aplicada externamente, produzindo uma sensação de amortecimento e enregelamento. A droga também é vaso constritor, isto é, contrai os vasos sangüíneos inibindo hemorragias, além de funcionar como anestésico local, sendo este um dos seus usos na medicina.
Ingerida ou aspirada, a cocaína age sobre o sistema nervoso periférico, inibindo a reabsorção, pelos nervos, da norepinefrina (uma substância orgânica semelhante à adrenalina). Assim, ela potencializa os efeitos da estimulação dos nervos. A cocaína é também um estimulante do sistema nervoso central, agindo sobre ele com efeito similar ao das anfetaminas.

A quantidade necessária para provocar uma overdose varia de uma pessoa para outra, e a dose fatal vai de 0,2 a 1,5 gramas de cocaína pura. A possibilidade de overdose, entretanto, é maior quando a droga é injetada diretamente na corrente sangüínea. O efeito da cocaína pode levar a um aumento de excitabilidade, ansiedade, elevação da pressão sangüínea, náusea e até mesmo alucinações. A Coca-Cola, um dos refrigerantes mais populares, foi originalmente uma beberagem feita com folhas de coca e vendida como um “extraordinário agente terapêutico para todos os males, desde a melancolia até a insônia”. Complicações legais, todavia, fizeram com que a partir de 1906 o refrigerante passasse a utilizar em sua fórmula folhas de coca descocainadas.

Os malefícios da cocaína

A cocaína é a droga que mais rapidamente devasta o usuário. Bastam alguns meses ou mesmo semanas para que ela cause um emagrecimento profundo, insônia, sangramento do nariz e corisa persistente, lesão da mucosa nasal e tecidos nasais, podendo inclusive causar perfuração do septo. Doses elevadas consumidas regularmente também causam palidez, suor frio, desmaios, convulsões e parada respiratória. No cérebro, a cocaína afeta especialmente as áreas motoras, produzindo agitação intensa. A ação da cocaína no corpo é poderosa, porém breve, durando cerca de meia hora, já que a droga é rapidamente metabolizada pelo organismo. Interagindo com os neurotransmissores, tornam imprecisas as mensagens entre os neurônios.

Função Normal da Dopamina no Cérebro

Sabe-se que neurotransmissores como a dopamina noradrenalina e serotonina (esta última recentemente descoberta) são catecolaminas sintetizadas por certas células nervosas que agem em regiões do cérebro promovendo, entre outros efeitos, o prazer e a motivação. Depois de sintetizados, estes neurotransmissores são armazenados dentro de vesículas sinápticas. Quando chega um impulso elétrico no terminal nervoso, as vesículas se direcionam para a membrana do neurônio e liberam o conteúdo, por ex., da dopamina, na fenda sináptica. A dopamina então atravessa essa fenda e se liga aos seus receptores específicos na membrana do próximo neurônio (neurônio pós-sináptico). Uma série de reações ocorre quando a dopamina ocupa receptores dopaminérgicos daquele neurônio: alguns íons entram e saem do neurônio e algumas enzimas são liberadas ou inibidas. Após a dopamina ter se ligado ao receptor pós-sináptico ela é recaptada novamente por sítios transportadores de dopamina localizados no primeiro neurônio (neurônio pré-sináptico).
A recaptura dos neurotransmissores é um mecanismo fundamental para manter a homeostase e capacitar os neurônios a reagir rapidamente a novas exigências, já que o trabalho do cérebro é constante. 

A Entrada de Cocaína no Cérebro

Quando a cocaína entra no sistema de recompensa do cérebro, ela bloqueia os sítios transportadores dos neurotransmissores acima mencionados (dopamina, noradrenalina, serotonina), os quais têm a função de levar de volta estas substâncias  que estavam agindo na sinapse. Desta maneira, ela possibilita a oferta de um excesso de neurotransmissores no espaço inter-sináptico à disposição dos receptores pós-sinápticos, fato biológico cuja correlação psicológica é uma sensação de magnificência, euforia, prazer, excitação sexual. Por este motivo, denomina-se o consumo da cocaína “Síndrome de Popeye”, numa analogia dessa droga com o espinafre do conhecido marinheiro das histórias em quadrinhos. Uma vez bloqueados estes sítios, a dopamina e outros neurotransmissores específicos não são recaptados, ficando, portanto, “soltos” no cérebro até que a cocaína saia. Quando um novo impulso nervoso chega, mais neurotransmissor é liberado na sinapse, mas ele se acumula no cérebro por seus sítios recaptadores estarem bloqueados pela cocaína. Acredita-se que a presença anormalmente longa de dopamina no cérebro é que causa os efeitos de prazer associados com o uso da cocaína. Quando imaginamos que ocorrem cerca de trilhões de trocas neuroquímicas por minuto, fica evidente que o preço pago por viver uma experiência de euforia é alto demais em relação às características que o indivíduo terá que encarar. O uso prolongado da cocaína pode fazer com que o cérebro se adapte a ela, de forma que ele começa a depender desta substância para funcionar normalmente diminuindo os níveis de dopamina no neurônio. Se o indivíduo parar de usar cocaína, já não existe dopamina suficiente nas sinapses e então ele experimenta o oposto do prazer – fadiga, depressão e humor alterado. 

Porque a Cocaína Vicia?

Dependência à cocaína depende de suas propriedades psicoestimulantes e ação anestésica local. A dopamina é considerada importante no sistema de recompensa do cérebro, e seu aumento pode ser responsável pelo grande potencial de dependência da cocaína.

Quando os viciados em cocaína que foram testados na pesquisa ficavam um mês longe da droga, em alguns deles o número de receptores voltava ao normal, mas em outros continuava alto. Pode haver uma correlação entre esse fato e a susceptibilidade da droga dita voltar ao vício ou não.

08/03/2011

Nintendo Wii x Fisioterapia

Filed under: Artigos - Diversos — Larissa Fernanda Passere @ 14:15

O videogame Nintendo Wii, está invadindo as salas de fisioterapia!

Uma partida de golf… Um campeonato de esqui… Uma aula de Kung Fu… E o desafio de atravessar uma ponte cheia de obstáculos.

Estes são alguns cenários de algumas sessões de fisioterapia que usam o videogame para desenvolver o equilíbrio e aumentar a percepção corporal.

Marco da Silva (23 anos), foi vítima de um acidente de trânsito, passou por uma cirurgia na perna e permaneceu imobilizado por 10 meses. De olho na tela, o estudante se movimenta sobre uma plataforma de força que interage com o jogo.

Esses movimentos são muito interessantes para os fisioterapeutas, pois trabalham com aceleração e parada, que é uma habilidade motora bem difícil.

“Sempre tem a questão do desafio, sempre quero ir mais além e jogar estimula a não ter um tratamento tão rotineiro.” – Marcos da Silva

O estimulo que o jogo proporciona, essa vontade de vencer é o diferencial do tratamento, que surgiu nos Estados Unidos. Há um ano ele é usado no Brasil na recuperação de trauma e tratamento de doenças neurológicas que afetam o equilíbrio.

É realizado o envolvimento de um processo cognitivo que é muito importante para doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. O recurso do videogame é muito bom, pois não é apenas um movimento qualquer, é um movimento associado a compreensão do jogo e de tudo que está acontecendo naquele ambiente virtual.

O jogo preferido de Rodrigo Costa (33 anos) é o esqui, desde os 17 anos ele faz tratamento para Parkinson.

Fisioterapeuta: Como foi a entrada desses jogos no seu tratamento?

Rodrigo: Foi um santo remédio, aliás, um milagroso remédio (risos).

Fisioterapeuta: Antes você não gostava de fazer fisioterapia?

Rodrigo: Não é que antes eu não gostava (risos), era apenas monótono e sem graça, agora é pura diversão e muita alegria.

Esquiar virtualmente é uma atividade onde o paciente está descendo uma montanha virtual, em cima de uma prancha sensorial, quanto mais ele se inclina para frente, mais o “esqui” acelera, promovendo a transferência de peso anterior que favorece muito para a situação, fazendo a fisioterapia ser muito prazerosa e cheia de desafios.

O mundo virtual é muito parecido com a realidade, mas não é 100% igual. Por isso a terapia com videogame não substitui a terapia convencional.

Não há ainda comprovação científica sobre os benefícios do tratamento, mas na prática percebemos que com a brincadeira de superar os próprios recordes nos jogos, ela trás ótimos resultados para a saúde.

 

11/11/2010

5 provas científicas de que jogar vídeo game faz bem à saúde!!

Filed under: Artigos - Diversos — Larissa Fernanda Passere @ 16:31

Boa tarde,

Sou um pouco suspeita, pois adoro jogar Playstation 3 e PSP…

O título desse post é a pura verdade, jogar vídeo game… seja ele qual for FAZ MUITO BEM A SAÚDE!!!

Vídeo games já levaram a culpa por vários problemas, desde a obesidade até a agressividade, mas várias pesquisas relevam que alguns jogos podem, na realidade, fazer bem à sua saúde. Confira cinco características que podem ser melhoradas e se tornarem mais saudáveis com a ajuda dos vídeo games e ganhe mais pretextos para seus pais deixarem você ficar colado na poltrona.

1 – Coordenação motora:  pesquisas mostram que vídeo games podem aumentar a coordenação motora e a coordenação entre o olho e a mão. Um estudo realizado na Universidade de Iowa (EUA) mostra que jogar três horas semanais de vídeo games ajuda a cirurgiões terem menos erros em procedimentos pouco invasivos. Os jogos também ajudaram os médicos a realizar os procedimentos mais rapidamente.

2 – Boa forma:  jogos como “Dance Dance Revolution” e “In The Groove” faziam a alegria de muitos adolescentes em shopping centers e em casa, sobre os tapetes apropriados para a dança. Agora, o Wii Fit permite que os jogadores realizem várias atividades físicas, como surf, boxe e danças sem nem sair de casa. Algumas academias já até integraram os vídeo games para as atividades físicas.

3 – Equilíbrio:  pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, testaram o vídeo game Wii em pacientes com doença de Parkinson. Depois de seis semanas de treinamento diário por 30 minutos com o Wii Fit, de exercícios físicos, e 15 minutos de Wii Sports, com esportes, os participantes do estudo melhoraram significativamente o equilíbrio. Os pesquisadores acreditam que treinamentos deste tipo podem ajudar a diminuir o declínio das funções corporais em pacientes com este problema.

4 – Cérebro:  jogar Tetris, um dos mais antigos e mais populares vídeo games, pode aumentar a eficiência do cérebro. Pesquisadores de Albuquerque (EUA) realizaram os testes com 26 garotas adolescentes que jogaram Tetris durante 30 minutos diários durante três meses. O estudo descobriu que as jogadoras desenvolveram um córtex mais espesso que aquelas que não jogaram. Além disso, as áreas que ficaram mais grossas são aquelas que os cientistas acreditam estar ligadas à coordenação de informações visuais, táteis e auditivas.

5 – Visão:  jogos de ação podem ajudar a aguçar a visão e até mesmo curar a ambilopia, conhecida como “olho preguiçoso”. Nesta condição, a visão de um olho é pior que a do outro, e o tratamento é muitas vezes feito com o uso de um tapa-olho. Entretanto, pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, descobriram que uma hora de vídeo game pode melhorar a visão tanto quanto 400 horas do uso de tapa-olhos. Além disso, um estudo da Universidade de Rochester (EUA) descobriu que jogos de tiro em primeira pessoa melhoram a visão ao aumentar a capacidade do cérebro de prestar atenção em vários eventos ao mesmo tempo.

Para aqueles que se interessarem, segue a indicação de alguns jogos de PS3 que tem um excelente gráfico e uma ótima história.

* Batman Lego

* Kung Fu Panda

* Tornado

* Indiana Jones Lego

* FiFA South Africa 2010

* Bolt

* Bad Company

* Assassin’s Cred

* Call of  Duty

* Medal of  Honor

* G – Force

* Fórmula 1 – 2010

* God of War

* Guitar Hero

* Harry Potter

* Planet 51 the game

 

 

12/11/2009

Síndrome de Down

Filed under: Artigos - Diversos — Larissa Fernanda Passere @ 17:48

É uma condição genética na qual existe um material cromossômico excedente ligado ao par de número 21 e por isso também é chamada de trissomia do 21. As pessoas com a síndrome Down (pronúncia dawn) apresentam, em conseqüência, retardo mental (de leve a moderado) e alguns problemas clínicos associados.

Características da síndrome de Down

As crianças com síndrome de Down possuem algumas características físicas específicas, que podem ser observadas pelo médico para fazer o diagnóstico clínico. Nem sempre a criança com síndrome de Down apresenta todas as características. Algumas podem ter poucas, enquanto outras podem mostrar a maioria das características da síndrome:

  • Inclinação das fendas palpebrais;
  • Pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos;
  • Língua aumentada e proeminente;
  • Achatamento da parte de trás da cabeça;
  • Ponte nasal achatada;
  • Orelhas menores;
  • Boca pequena;
  • Tônus muscular diminuído;
  • Ligamentos soltos;
  • Mãos e pés pequenos;
  • Pele na nuca em excesso;
  • Palma da mão com uma linha cruzada (linha simiesca);
  • Distancia entre primeiro e segundo dedo do pé aumentada.

Freqüentemente estas crianças apresentam mal-formações em órgãos desde seu nascimento:

  • As principais são as do coração, atingindo 30% dos portadores de síndrome de Dow;
  • Mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal;
  • Perda auditiva condutiva;
  • Problemas de visão;
  • Alguns tipos de leucemia têm maior incidência crianças com síndrome de Down;
  • Pessoas com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce.

Causas síndrome de Down

A síndrome de Down é causada por um acidente genético que ocorre em média em 1 a cada 800 nascimentos.

Diferentemente dos 46 cromossomos que constituem o material genético de cada célula do corpo humano, a criança com síndrome de down possui 47 cromossomos, devido ao material cromossômico excedente ligado ao cromossomo 21. Por isto também é chamada trissomia do 21.

Aumento da idade materna. A incidência de síndrome de Down entre os recém nascidos de mães de até 27 anos é de 1/1.200. Com mães de 30-35 anos é de 1/365. Depois dos 35 anos a freqüência aumenta mais rapidamente: entre 39-40 anos é de 1/100 e depois dos 40 anos torna-se ainda maior.

Não foram identificados fatores durante a gravidez que possam causar a síndrome, visto que, a formação cromossômica ocorre na fecundação e nos primeiros estágios do embrião.

Diagnóstico da síndrome de Down

O diagnóstico da síndrome de Down é realizado pelo médico, que utiliza exames citogenéticos para confirmação do quadro.

Tratamento da síndrome de Down

Não existe um tratamento específico para síndrome de down a fim de reverter a trissomia do cromossomo 21. O tratamento engloba, na verdade, uma série de medidas para tratar os problemas clínicos decorrentes da síndrome e também uma série de medidas de estimulação precoce e inclusão para aproveitar todo o potencial da criança com síndrome de Down.

A estimulação precoce é um atendimento especializado direcionado a bebês e crianças de 0 a 3 anos com risco ou atraso no desenvolvimento global.

Este atendimento é de fundamental importância, pois possibilita dar suporte ao bebê no seu processo inicial de interação com o meio, considerando os aspectos motores, cognitivos, psíquicos e sociais de seu desenvolvimento, bem como auxiliar seus pais no exercício das funções parentais, fortalecendo os vínculos familiares.

Toda criança deve ser incluída na sociedade desde que ela nasce, começando com a inclusão em sua própria família, para então criar bases para inclusão escolar e social.

A criança com síndrome de Down deve ser inserida na sociedade desde bem pequena quando freqüenta em seus passeios de carrinho os mesmos lugares que os outros bebês sem Síndrome de Down.

Na fase pré-escolar é recomendado que a criança seja inserida em igualdade de condições com outras crianças, incentivando o desenvolvimento motor e psicossocial.

Nas fases seguintes, a partir da alfabetização, um apoio específico é recomendado, tais como reforço escolar. Ainda assim os especialistas recomendam que se evite a exclusão por meio de classes especiais separadas.

O que causa o Coma?

Filed under: Artigos - Diversos — Larissa Fernanda Passere @ 17:37

Existem duas maneiras diferentes de causar coma em alguém. A primeira é lesar apenas a área de ativação cerebral, localizada no tronco. Esta lesão pode ser causada pela presença de um tumor, por hemorragia (perda de sangue) ou pela falta de sangue, chamada de isquemia, entre outras causas menos comuns. A segunda maneira é lesar todo o córtex, o que é muito difícil de acontecer com tumores ou hemorragia. Esta lesão extensa só acontece quando falta sangue de uma maneira generalizada no cérebro – como ocorre na parada cardíaca – , quando falta algum nutriente essencial ou quando alguma substância nociva ao cérebro está presente no organismo. Estas duas últimas causas são denominadas “causas metabólicas de coma”.

Causas relacionadas com o fornecimento de sangue ao cérebro

Uma das principais causas de coma no mundo é o que os médicos chamam de “Acidente Vascular Cerebral” ou AVC. Os vasos, como todos sabem, são estruturas em forma de pequenas tubulações cuja função é circular sangue pelo corpo, inclusive pelo cérebro.

O sangue leva ao cérebro duas coisas imprescindíveis ao seu funcionamento: oxigênio e nutrientes, principalmente a glicose, que é um tipo de açúcar. O cérebro é um órgão muito sensível e suas células começam a morrer apenas 4 a 5 minutos após a interrupção do fornecimento de sangue pelo organismo. Como as células do sistema nervoso não são capazes de se regenerar, uma vez mortas, as funções daquela região cerebral são perdidas para sempre.

No AVC, ocorre uma interrupção brusca do fornecimento de sangue para o cérebro. Há duas maneiras disto ocorrer. Uma é haver um “entupimento” em um dos vasos cerebrais. A esta ocorrência chamamos AVC isquêmico ou AVCI. Outra é haver uma ruptura do vaso seguida de sangramento. A esta ocorrência chamamos AVC hemorrágico ou AVCH. Note que, apesar das pessoas leigas chamarem o AVC de “derrame”, apenas no AVCH temos um real sangramento!

Existem alguns fatores que facilitam a ocorrência de AVCI. Estes fatores são os mesmos que facilitam a ocorrência de infarto, que nada mais é do que o entupimento dos vasos que levam sangue ao coração, com subseqüente morte das células cardíacas. São eles: hipertensão arterial não controlada (a famosa “pressão alta”), obesidade, tabagismo, presença de níveis aumentados de colesterol no plasma, sedentarismo e diabetes mellitus.
Infelizmente, o moderno estilo de vida das sociedades ocidentais facilita a ocorrência de todos estes fatores. Ingestão de alimentos gordurosos aumentam a taxa de colesterol, além de favorecer a obesidade. Os confortos da vida moderna fazem muitas pessoas não se exercitarem o suficiente, contribuindo para aumentar a chance de ocorrência de AVC.
Um fator de risco para AVC extremamente importante é o tabagismo. O tabagismo aumenta muito a chance de formação de trombos (sangue coagulado), que causam os já citados entupimentos. O fator tabagismo é muito intensificado pelo uso de pílulas anticoncepcionais. Não é raro vermos mulheres jovens vítimas de um AVC (e de infarto cardíaco também!) devido ao uso simultâneo de pílulas anticoncepcionais e fumo. Esta associação é tão perigosa que os médicos consideram uma contra-indicação absoluta o uso de anticoncepcionais por mulheres acima de 35 anos que fumam.

O diabetes mellitus é outro importante fator de risco para AVCI. Esta doença faz com que aumentem os níveis de açúcar (glicose) no sangue da pessoa. Para controlar estes níveis, os diabéticos devem fazer uso de medicamentos (comprimidos ou injeções de insulina) e não podem comer alimentos ricos em açúcar ou gorduras. A longo prazo, algo em torno de 10 a 20 anos, uma pessoa com diabetes sem controle pode vir a apresentar entupimento dos vasos e assim apresentar AVC ou infarto cardíaco. O fator mais importante de todos como causa de AVCH, no entanto, é a hipertensão arterial, chamada pelos leigos de “pressão alta”. Esta doença é exatamente isto que o nome diz: um aumento da pressão sangüínea do organismo. Esta é uma doença muito traiçoeira, porque o aumento de pressão, com raras exceções, não causa nenhum sintoma no organismo: nem dores de cabeça, nem tontura, nem nada. No tratamento da hipertensão o paciente deve, portanto tomar remédio TODOS OS DIAS, independente de sentir ou não alguma coisa, pois só assim pode-se garantir que sua pressão estará sempre controlada.

Muitas pessoas, erroneamente, acreditam que podem “prever” quando sua pressão aumenta, pois sentem dor de cabeça ou outros sintomas físicos e assim só tomam o medicamento ao sentir tais sintomas. Na verdade, estes sintomas geralmente não tem nada a ver com aumento de pressão sangüínea e esta pessoa está com seus níveis de pressão descontrolados a maior parte do tempo. Pacientes como o descrito acima são geralmente aqueles que acabam sofrendo um AVCH, pois a pressão alta descontrolada é o maior fator de risco para este tipo de AVC.

Por último, uma outra importante causa de coma é o que é conhecido como “parada cardíaca”, que leva à parada da circulação de sangue pelos vasos. A causa desta parada de fluxo de sangue pode ser infarto cardíaco, doenças pulmonares que diminuem a oxigenação do sangue, uso de drogas, hiperglicemia ou hipoglicemia, arritmias cardíacas e muitas outras. O fato importante é que, com a parada de circulação de sangue pelo cérebro, teremos agora lesão não só de uma parte restrita do órgão, mas sim dele todo. Isto inclui o córtex todo, e também grande parte do tronco cerebral. Nesta situação, a única chance do paciente é ser levado muito rapidamente a um hospital ou receber atendimento de urgência por uma unidade de resgate avançada, como a do corpo de bombeiros de São Paulo, por exemplo. O hospital, ou o serviço de resgate, irá aplicar tratamentos de emergência no paciente em parada cardíaca.

Eventualmente, a atividade do coração pode voltar, mas se houver passado muito tempo do início da parada, o cérebro poderá já ter sido completamente lesado. Neste caso, o paciente estará vivo, mas em coma.

Uma maneira de tentar evitar a situação acima descrita é o uso de uma técnica chamada de Suporte Básico de Vida (SBV) ou Basic Life Support (BLS), em inglês. Ela se compõe de massagem cardíaca e respiração artificial, também conhecida por respiração boca-a-boca. 

SBV é uma maneira de “ganharmos tempo” até a chegada ao hospital ou até a chegada do resgate, que irá aplicar o Suporte Avançado de Vida (SAV). As técnicas de SBV podem ser aprendidas por qualquer pessoa adulta e são ensinadas em um curso de 1 ou 2 dias de duração. Saber realizar esta técnica pode ser a diferença entre o paciente viver ou não. Dados de pesquisas mostram que se o SBV for iniciado em até 4 minutos, e se o SAV for iniciado em até 8 minutos, 50% das vítimas irão sobreviver.

Mas nenhuma irá sobreviver se o SBV for iniciado em mais de 8-12 minutos e se o SAV for iniciado após 16 minutos do início do evento. É por isso que alguns países mais desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos, têm programas de incentivo e de divulgação das técnicas de SBV entre a população geral.

Causas Metabólicas

A causa metabólica mais comum é alteração de glicose no sangue: ou para mais (hiperglicemia) ou para menos (hipoglicemia). A hiperglicemia ocorre em pacientes diabéticos que não usam a medicação de forma regular ou em pessoas que não sabiam ser diabéticas e acabam entrando em coma por excesso de glicose no sangue. É no hospital que vai ser feito o diagnóstico e, por isso, quanto antes o paciente for levado ao hospital, melhor. Já a hipoglicemia ocorre nos diabéticos que ou estão com uma dose maior que a necessária de medicações ou não são disciplinados na alimentação (por exemplo, pulam uma refeição, comem fora de hora etc.), o que leva a uma queda de glicose no sangue, dando alteração do nível de consciência, podendo chegar ao coma.

Podemos ver, então, que os pacientes diabéticos podem evitar (até um certo grau) chegarem ao coma: é só seguirem a prescrição médica direitinho e não abusarem da comida (e nem ficarem em jejum por um longo período).

Outras pessoas que podem ter alteração do nível de consciência de origem metabólica são aquelas que têm doença no fígado ou no rim. Mas não discutiremos essas doenças por enquanto.

As intoxicações por medicamentos, drogas e álcool também são causas metabólicas muito freqüentes (infelizmente) que podem levar ao coma. Por isso, é fundamental não usar remédios por conta própria, não deixar nenhum medicamento (ou produto de limpeza) ao alcance das crianças e, é claro, não usar drogas ou abusar do álcool.

27/01/2009

Pela primeira vez, Brasil produz célula-tronco sem embrião

Filed under: Artigos - Diversos — Larissa Fernanda Passere @ 20:13

Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida.

Conhecidas pela sigla iPS – induced pluripotent stem cells, em inglês -, elas são idênticas às células-tronco embrionárias, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção.

Em vez disso, a pluripotência (capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo) é induzida “artificialmente” em uma célula adulta, por meio da reprogramação de seu DNA.

O projeto foi realizado nos laboratórios do neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do biomédico Martin Bonamino, da Divisão de Medicina Experimental do Instituto Nacional de Câncer (Inca), com apoio dos alunos de pós-graduação Bruna Paulsen e Leonardo Chicaybam.

A parceria começou em 2008, depois que Rehen deu uma palestra no Inca. Foi o casamento perfeito: “O Stevens sabia cultivar as células-tronco e a gente sabia produzir os vetores virais para infectar as células”, conta Bonamino.

Sem complicações – A técnica não reduz a importância do estudo das células embrionárias “autênticas”, mas diminui a necessidade de destruir embriões para a produção de novas linhagens pluripotentes.

Além de facilitar imensamente a produção de células-tronco oriundas dos próprios pacientes, já que não há limite no número de células adultas que podem ser reprogramadas nem é preciso passar pelas complicações técnicas (e éticas) de fabricar ou clonar um embrião para pesquisa.
 
Comunidade científica terá acesso – Apenas quatro outros países já possuem linhagens de células iPS registradas na literatura científica: Japão, Estados Unidos, China e Alemanha.

A pesquisa brasileira produziu, simultaneamente, em menos de um ano, uma linhagem iPS de células humanas e outra de camundongo. Ambas serão disponibilizadas gratuitamente para a comunidade científica.

 

Fonte: site www.ambientebrasil.com.br

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