Enfermagem

26/04/2011

IMAGEM que CURA!!!

Filed under: Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 18:19

Quando realizou uma cirurgia convencional para a retirada de tumor no pâncreas, Claudinei Apolinário de Souza não imaginava que estava chegando ao Brasil uma nova técnica que permitiria aos pacientes com alguns tipos de tumores, tratar a doença por meio de um procedimento minimamente invasivo. A novidade, em alguns casos, dispensa o uso de salas de cirurgias e anestesias gerais. Os benefícios na verdade, vão muito além: curto período de internação, retomada das atividades cotidianas rapidamente e baixo risco de infecções.

A notícia pode ser um alento animador para muita gente. Afinal, para a grande maioria dos pacientes diagnosticados com câncer, assar por uma, às vezes várias cirurgias é algo praticamente inevitável. Atualmente, procedimentos invasivos são as principais formas para tratar a doença, sendo a quimioterapia e a radioterapia meios terapêuticos adjuvantes na luta contra a enfermidade.

Denominada intervenção guiada por imagem e disponível no Instituto do Câncer do estado de São Paulo, gratuitamente, para os pacientes do SUS (Sistema único de Saúde) a nova técnica pode ser empregada tanto para o tratamento do câncer quanto para o controle da dor provocada pela doença. O uso deste recurso terapêutico, que alia exames de imagem – tomografias, raio – x e ultrassons – ao aquecimento ou resfriamento de tumores, tem crescido expressivamente nos últimos anos.

A radiologia desempenha papel central na intervenção oncológica, pois agrega o conhecimento de imagem e de alta tecnologia. As técnicas funcionam como cirurgias minimamente invasivas, realizadas em um ambiente de alta tecnologia guiada por imagem e podem ser aplicadas em tumores de até03 centímetroslocalizados no pulmão, fígado, rins e ossos.

Durante a última década, o uso desse tipo de terapia em pacientes com câncer teve um crescimento sem precedentes. O procedimento é algo novo em todo o mundo, no Brasil vem sendo utilizado nos últimos cinco anos.

Em parte, o aumento do uso dessa tecnologia se deve a um grande desenvolvimento dos métodos de imagem associada a técnicas inovadoras e a descoberta de novos métodos de ablação (extirpação), como radiofreqüência e a crioblação.

Essa combinação permitiu obter excelentes resultados no tratamento minimamente invasivo de tumores malignos com grandes benefícios aos pacientes. Não é à toa que a destruição tumoral localizada por via percutânea vem se tornando aceita como parte do arsenal moderno do tratamento oncológico. Afinal, garante mínima morbidade e mortalidade no tratamento de vários tipos de tumores.

Apesar do grande crescimento no emprego deste tipo de terapia, ainda é limitado o número de hospitais e clínicas que realizam esse tipo de procedimento em todo o país. Isto porque, de um lado, a técnica exige alto grau de capacitação dos profissionais e de outro, os interessados neste nicho de atuação precisam buscar por esse conhecimento no exterior.

Ambulatório

Percebendo a demanda potencial dos pacientes atendidos no ICESP para o emprego da nova técnica, o setor de radiologia criou um ambulatório específico para procedimentos de intervenção guiada por imagem. A nova área iniciou suas operações em Abril/2010 e em 03 meses de funcionamento, mais de 380 pacientes já haviam sido beneficiados com os procedimentos oferecidos.

Claudinei Apolinário de Souza foi um deles. Diagnosticado precocemente aos 37 anos, com um tumor no pâncreas, precisou se submeter a uma cirurgia convencional, que lhe rendeu cerca de 40 pontos no abdômen.

A recuperação como costuma acontecer com esse tipo de tratamento, foi longa e penosa. Segundo ele, foram necessários 04 meses para que sua rotina voltasse completamente ao normal.

Três anos mais tarde, durante os exames de rotina, Claudinei descobriu o surgimento de 04 nódulos no fígado. O tamanho deles permitiria realizar uma intervenção guiada por imagem, procedimento bem menos complexo.

Por se tratar de algo ainda muito recente, alguns médicos o desaconselharam a fazer a ablação, sugerindo que a cirurgia convencional seria o mais adequado. Entretanto, nenhum deles conseguiu dar garantias concretas de que os benefícios da cirurgia convencional eram superiores, o que fez eleger pelo procedimento minimamente invasivo.

Três pequenas incisões de menos de dois centímetros são as marcas que ficaram da radioablação do fígado a que se submeteu. O procedimento durou cerca de duas horas e exigiu internação de apenas um dia. Uma semana depois, ele já havia retomado suas atividades normalmente. A boa experiência com a intervenção guiada por imagem levou Claudinei a optar novamente por este tipo de procedimento para tratar de um novo nódulo no fígado, em 2010, com sucesso.

Entre os GIGANTES

Icesp já é o terceiro maior centro recrutador para pesquisas clínicas relacionadas ao câncer de mama.

Historicamente no Brasil, a pesquisa clínica (aquela relacionada, principalmente ao desenvolvimento de novos fármacos), é bastante recente.

Especificamente na área de oncologia, este despontar para a pesquisa justifica-se pelo aumento da competência profissional médica para diagnóstico e tratamento de câncer, pela ampliação no número de artigos e projetos de pesquisa na área de oncologia e pelo estabelecimento e modernização de hospitais e institutos dedicados ao tratamento e estudo dessas doenças.

Entendendo que o fortalecimento da pesquisa clínica no país implica a criação, expansão ou consolidação de novos centros e o fortalecimento do vínculo entre o ensino e pesquisa, o ICESP, desenvolveu um grupo que destina sua atuação, exclusivamente a esta prática. O setor conta com atualmente com a atuação de 40 médicos, 10 enfermeiros e 15 profissionais da Regulação.

Atualmente estão em andamento no Instituto, 30 estudos na área de oncologia clínica. Destes, 03 são próprios e de grande importância para a instituição, que tem investido no objetivo de tornar-se um centro de referência para o tratamento, pesquisa e ensino na América Latina. Apesar das dificuldades atreladas principalmente à legislação/burocracia/custo, o jovem Instituto vem despontando entre gigantes na realização de pesquisas clínicas. O ICESP já é o 3º maior centro no mundo de estudos em câncer de mama. Considerando os diversos estudos em andamento, recrutamos em média 10 pacientes mensalmente para participar de pesquisas clínicas.

Esperança

A dona de casa MCC (o nome da paciente foi preservado) é uma delas. Há um ano ela descobriu que havia desenvolvido câncer na mama e no fígado, encaminhada de Sete Barras, município localizado no interior do estado de São Paulo, ao ICESP, não demorou para que fosse convidada a participar de um desses estudos. Já na primeira consulta descobriu que seu perfil era requisitado em um grupo que pesquisava a eficiência de uma nova medicação, quando combinada com a tradicional quimioterapia.

Ela e o marido, que a acompanhava, ficaram logo interessados na oportunidade, mas, aconselhados pela equipe, levaram os documentos para ler com calma e discutir a possibilidade com a família.

Feliz com a escolha, MCC comemora a conquista. Um ano depois do início do tratamento, os tumores reduziram significativamente de tamanho, no total eram16 centímetros, agora são 08 somando os dois tumores.

“Esses novos medicamentos trazem uma ESPERANÇA DE CURA!”

 

Anúncios

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: