Enfermagem

15/03/2011

Náuseas e vômitos

Filed under: Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 15:25

Náuseas e vômitos são manifestações freqüentes nos pacientes com câncer e estão geralmente associados à quimioterapia. Radioterapia, cirurgias e determinadas situações e circunstâncias também podem estar associadas a uma maior incidência dessas queixas nos pacientes com câncer.

NVIQ = náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia.

É perfeitamente compreensível que um paciente com adequado controle sintomático das NVIQ tenha uma melhor qualidade de vida, uma melhor qualidade ao tratamento com menores custos, uma menor mortalidade e não necessite de eventuais reduções de doses das drogas. Assim um adequado conhecimento da fisiopatologia e uma adequada aplicação de farmacológicos para as NVIQ poderão ter um efeito direto importante sobre as chances de sucesso do planejamento terapêutico.

Potencial emetogênico de cada quimioterapia

A decisão sobre o antiemético a ser prescrito dependerá da capacidade que a droga quimioterápica tem de provocar um episódio de vômito. Será necessário associar vários antieméticos, principalmente no combate a NVIQ resultantes de altas doses de quimioterapia ou do uso de poliquimioterapia com alto potencial emetogênico.

Em relação aos anticorpos monoclonais – drogas que a cada dia tem uma presença maior na oncologia – na maioria das vezes o seu potencial emetogênico é baixo (tanto aqueles administrados por via IV como os usados por VO).

Não se deve esquecer que, em geral, eles são usados em protocolos que combinam várias drogas.

Avaliação do potencial emetogênico da quimioterapia combinada

  • Aquela droga com maior potencial emetogênico deve ser identificada e a avaliação do risco de êmese deve ser orientada pela mesma
  • Drogas de nível 1 não devem ser levadas em consideração para a interpretação
  • A adição de uma ou mais drogas do nível 2 aumenta o potencial emetogênico da combinação para um nível acima ao correspondente a droga mais emetogênica do protocolo
  • A adição de drogas no nível 3 ou 4 aumenta o potencial na proporção de um nível para cada uma das drogas do protocolo

Agentes antieméticos

Antagonistas da Dopamina 2

O exemplo clássico desse tipo de drogas corresponde a metoclopramida, que age através de vários mecanismos, como o aumento na pressão do esfíncter esofágico inferior e acelerando o esvaziamento gástrico. A sua eficácia é maior com doses crescentes e quando usada por via IV.

Outros exemplos de drogas cm propriedades semelhantes:

Bromoprida – 10mg IV/IM/VO de 8/8h

Domperidona – 10 a 20mg VO 3 a 4x/dia

Fenotiazinas

Engloba um grupo variado de drogas com características semelhantes, mas com algumas diferenças no perfil de toxicidade, como o fato de as fenotiazinas alifáticas (por exemplo: clorpromazina) provocarem maior seleção e efeitos anticolinérgicos, enquanto as piperazinas (por exemplo: proclorperazina, flufenazina) provocam menor sedação, porém com maior chance de reações extrapiramidais. A potencia é maior com o aumento da dose, porém em geral, essas drogas são usadas para controle de NVIQ por drogas de níveis 1 e 2, ou no caso de vômitos associados a radioterapia.

Entretanto, as fenotiazinas são de valor no manejo de NVIQ tardios nos protocolos com cisplatina.

Exemplo de drogas desse grupo: proclorperazina: 10 a 50mg até 4/4 ou 6/6h, podendo chegar a doses altas de até 0,2 a 0,6 mg/kg/dose; prometazina: 12,5 a 25mg VO/IM/IV até de 4/4h.

Antagonista da substância P (receptores antagonistas NK – 1)

O fármaco aprovado desse grupo para NVIQ é o aprepitante. A adição dessa droga a combinação de A – 5HT3 e corticóide aumentou o controle de NVIQ na fase aguda e foi superior ao placebo no controle da fase tardia, Quando comparado o seu uso de forma isolada com a combinação A – 5HT3  e corticóide, o controle da fase aguda foi semelhante, porém superior no controle de NVIQ na fase tardia

Recomendações

  •  QT de alto risco (níveis 4 e 5):

            – pré-QT: A – 5HT3 + dexametasona + aprepitante

            – pós-QT: aprepitante nos dias 2 e 3 e dexametasona nos dias 4 e 5

  • QT de médio risco (nível 3):

           – pré-QT: A – 5HT3 + dexametasona

           – pós-QT: dexametasona nos dias 2 a 4

  •  QT de baixo ou nenhum risco (níveis 1 e 2):

          – pré-QT: nada ou metoclopramida ou A – 5HT3 ou dexametasona ou fenotiazina

           – pós-QT: só se necessário (as mesmas uasadas na pré-QT)

 

CID – 10: Classificação Internacional de Doenças

R11 náuseas e vômitos

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