Enfermagem

12/03/2011

Classificação histopatológica dos linfomas

Filed under: Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 20:38

Tradicionalmente a classificação histológica dos linfomas baseou-se em características morfológicas observadas em material preparado com a coloração de hematoxilina e eosina. A partir daí, novas técnicas surgiram, enriquecendo a avaliação da natureza benigna “versus” maligna do tecido linfóide, assim como a caracterização mais específica da célula linfóide maligna. O volume de informações e os novos conhecimentos propiciados pelos recursos técnicos deram origem a uma série de novas classificações, com a que hoje é considerada a padrão: A Classificação da Organização Mundial da Saúde.

Figura: Histologia linfoma de Hodgkin

 

Técnicas auxiliares empregadas na classificação de linfomas

Imunofenotipagem

A célula linfóide, conforme seu tipo e estádio de desenvolvimento, expressa diferentes antígenos de membrana citoplasmática. Utilizando anticorpos específicos para cada um desses antígenos e revelando essa reação, seja por corantes (imunoistoquímica) ou por fluorescência (imunofluorescência), ou ainda por citometria de fluxo, torna-se possível conhecer o perfil da célula tumoral e sua origem (B ou T).

Citogenética

Com a proliferação “in vitro” da célula linfóide maligna e o estudo de seus cromossomos, é possível identificar alterações cromossômicas (translocações) próprias a cada tipo de linfoma.

Biologia molecular

Rearranjos genéticos muito sutis para serem identificados por citogenética podem ser estudados por técnicas moleculares, em geral, para os linfomas B, visam rearranjos do gene da imunoglobulina e para os linfomas T, do gene dos receptores de células T.

Por que classificar os linfomas

  • As diferentes categorias parecem corresponder a entidades biológicas com comportamento biológico distinto.
  • O conhecimento das características de cada grupo permite ao patologista identificar um linfoma, como os linfomas podem apresentar quadros histológicos muito variados, é necessário conhecer os diferentes padrões e suas peculiaridades.
  • Ao agrupar linfomas, é possível observar características que permitam definir a relação entre aparência morfológica, fenótipo e comportamento biológico.

Como Classificar

Padrão arquitetural: a proliferação celular pode ser difusa ou folicular (nodular). Nesta última, há uma tendência a repetir a estrutura do folículo linfóide existente no tecido benigno.

Citologia: analisa o tamanho da célula neoplásica (pequena, grande, média ou ainda uma mistura de pequenas e grandes células) e o detalhe de contorno nuclear (se o mesmo é irregular, clivado ou regular e não-clivado).

Imunofenótipo: avalia marcadores de células B e T, dentro desses dois grupos, outros marcadores permitem classificar ainda populações conforme seus estágios evolutivos.

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