Enfermagem

27/01/2009

Pela primeira vez, Brasil produz célula-tronco sem embrião

Filed under: Artigos - Diversos — Larissa Fernanda Passere @ 20:13

Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida.

Conhecidas pela sigla iPS – induced pluripotent stem cells, em inglês -, elas são idênticas às células-tronco embrionárias, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção.

Em vez disso, a pluripotência (capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo) é induzida “artificialmente” em uma célula adulta, por meio da reprogramação de seu DNA.

O projeto foi realizado nos laboratórios do neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do biomédico Martin Bonamino, da Divisão de Medicina Experimental do Instituto Nacional de Câncer (Inca), com apoio dos alunos de pós-graduação Bruna Paulsen e Leonardo Chicaybam.

A parceria começou em 2008, depois que Rehen deu uma palestra no Inca. Foi o casamento perfeito: “O Stevens sabia cultivar as células-tronco e a gente sabia produzir os vetores virais para infectar as células”, conta Bonamino.

Sem complicações – A técnica não reduz a importância do estudo das células embrionárias “autênticas”, mas diminui a necessidade de destruir embriões para a produção de novas linhagens pluripotentes.

Além de facilitar imensamente a produção de células-tronco oriundas dos próprios pacientes, já que não há limite no número de células adultas que podem ser reprogramadas nem é preciso passar pelas complicações técnicas (e éticas) de fabricar ou clonar um embrião para pesquisa.
 
Comunidade científica terá acesso – Apenas quatro outros países já possuem linhagens de células iPS registradas na literatura científica: Japão, Estados Unidos, China e Alemanha.

A pesquisa brasileira produziu, simultaneamente, em menos de um ano, uma linhagem iPS de células humanas e outra de camundongo. Ambas serão disponibilizadas gratuitamente para a comunidade científica.

 

Fonte: site www.ambientebrasil.com.br

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