Enfermagem

26/01/2009

Dor Oncológica – O desafio do tratamento

Filed under: Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 23:26

 

A cada dia, cerca de 9 milhões de pessoas no mundo sofrem a experiência de dor relacionada ao câncer. Mas uma estatística mais importante é que mais 90% podem ter alívio dessa dor através de tratamento adequado. Quem sente dor relacionada ao câncer aos seus tratamentos tem o direito de receber tratamento adequado.

Durante muito tempo, a importância do tratamento da dor relacionada ao câncer foi subestimada. A dor era vista como algo para ser suportada, como uma conseqüência inevitável do processo da doença. No entanto, pesquisas dão grandes evidências de que, na grande maioria dos casos, a dor pode ser controlada.

O controle da dor significa tratá-la de forma agressiva para prover o máximo grau de alívio possível. Geralmente isto significa tratamento com medicamentos e outros métodos, eventualmente até cirurgia. Mas também, na estratégia, há possibilidade de técnicas que melhoram a qualidade de vida, como terapia psicológica, técnicas de relaxamento, e outras técnicas que não requerem medicação.

 

O que é dor?

 

A dor significa simplesmente algum sentimento que fere. Através do corpo há milhares de terminações nervosas que reagem quando há algo errado nas suas proximidades. Estes sinais viajam através dos nervos para o cérebro, que processa a informação sensitiva.

O câncer causa dor quando invade ossos, músculos, ou vasos sangüíneos. Também pode aparecer quando o tumor comprime nervos e vasos sangüíneos, ou quando produz alguma inflamação local. No entanto, a dor apresenta várias dimensões, que vão além da explicação física. Quanto mais tempo a dor persiste, maior o sofrimento causado em praticamente todos os aspectos da vida: comer, se vestir, andar. Pode causar ansiedade, depressão ou raiva. Prejudica a dignidade pessoal, atrapalha a relação com amigos e familiares. É uma experiência única, para cada pessoa.

Estratégias para o controle da dor

  • Ficar acima da dor. Antecipar quando possível, e responder a mudanças com rapidez. O quanto mais for evitado de que a dor se torne severa, mais fácil será o tratamento, e menores doses de medicação serão necessárias;
  • Não esperar que a dor se torne insuportável para procurar ajuda. Geralmente, quanto mais forte a dor, mais tempo se levará para controlá-la;
  • Não ter medo de admitir que está com dor. Familiares e médicos só poderão ajudar se souberem o que o paciente está sentindo. Não ter medo de atrapalhar o cotidiano dos outros, ou de ser um “paciente difícil” para o médico. O alívio da dor é fundamental para o tratamento do câncer;
  • Não comparar a própria situação e sintomas com o de outros pacientes. A dor é um sintoma único, diferente para cada pessoa;
  • Seguir as orientações médicas. Se a medicação foi prescrita em um intervalo fixo, seguir o horário recomendado, mesmo que a dor não esteja piorando novamente. Se houver dúvida, perguntar ao médico sobre mudança de doses ou de horários;
  • Tomar nota dos efeitos colaterais causados pelas técnicas de combate à dor. Discutir com o médico depois, sobre isso.
  • Não ter medo de determinados medicamentos. A famosa morfina geralmente pode ser utilizada com segurança, por um curto espaço de tempo, até que a doença seja melhor controlada. Ou pode ser usada cronicamente, desde que acompanhada pelo médico. São muito raros os casos de dependência nos pacientes que um dia precisaram do medicamento.
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