Enfermagem no dia a dia

08/10/2009

Drogas usadas na PCR – Parada Cardio Respiratória

Arquivado em: Pronto Socorro — Larissa Fernanda Passere @ 18:33

ADRENALINA

O uso de adrenalina durante a manobra de ressuscitação está preconizado a partir do início do ABCD secundário, fazendo parte das drogas da ação C:

 Na FV/TV sem pulso:

 Ação Primária

 CHOQUE 360

 Ação Avançada

 DROGA => ADRENALINA 1 mg

 CHOQUE 360

 2º DROGA => ANTI-ARRITMICO

 CHOQUE 360

 DROGA => ADRENALINA 1 mg

 CHOQUE 360

 repetir a dose a cada seqüência em intervalos de 3 a 5 minutos

Na Assistolia e AESP:

 Ação primária

 CHOQUE NÃO INDICADO

 Ação secundária

 DROGA => Adrenalina 1 mg EV a cada 3 a 5 min

 Observar monitorização até ser indicado choque conforme o caso ou recuperar ritmo.

 2º DROGA => Atropina – alternadamente a adrenalina

Forma correta de administração

No Brasil a adrenalina é apresentada em frasco de 1ml de solução milesimal (1:1000). Após cada dose em bolo deve ser injetada 20 ml de solução EV para que ocorra a infusão da droga até a corrente sistêmica. Caso as doses iniciais falhem, doses maiores podem ser usadas, até 0,2mg/Kg. Quando não há acesso venoso o TT é uma via alternativa de administração. A dose deve ser dobrada (2mg) e diluída em 10 ml de SF, que deve ser toda lançada no TT.

Precauções

A elevação da PA e taquicardia pode levar ao aumento do consumo de O2 miocárdico e isquemia miocárdica.

Altas doses não melhoram a sobrevivência e podem contribuir para disfunção miocárdica pós ressuscitação.

Doses altas podem ser necessárias em casos de choque induzido por intoxicação por drogas e substâncias tóxicas.

 ATROPINA

 O uso de atropina  está preconizada para o tratamento de:

 Bradicardia grave sintomática (Classe I);

 BAV nodal (Classe IIa);

 Assistolia (Classe IIb);

 Atividade Elétrica sem Pulso (AESP) (Classe IIb);

Durante a ressuscita

No caso da assistolia e AESP ela é sempre 2º droga após a adrenalina. A dose é de 1 mg em bolo, devendo ser repetida doses de 0,5 a 1 mg a cada 3 a 5 minutos não devendo ser ultrapassada a dose máxima de 0,04 mg/Kg.

Forma correta de administração

Como com a adrenalina, após cada dose em bolo deve ser injetada 20 ml de solução EV para que ocorra a infusão da droga até a corrente sistêmica. Quando não há acesso venoso o TT é uma via alternativa de administração. A dose deve ser dobrada (2mg) e diluída em 10 ml de SF, que deve ser toda lançada no TT.

Precauções

Ineficaz no BAV total de QRS alargado e no BAV tipo II infra-nodal, havendo risco de assistolia paradoxal.

 Evitar o uso na bradicardia por hipotermia.

ANTIARRITMICOS

Durante a ressucitação

O uso de antiarrítmicos durante a manobra de ressucitação está preconizado a partir do 2º minuto da ação secundária, após o 4º choque ineficaz. O algoritmo resumido é:

Ação Primária

CHOQUE  360

Ação secundária

DROGA => ADRENALINA – 1 min

CHOQUE 360

2º DROGA => ANTI-ARRITMICO

3 opções podem ser utilizadas de uma forma geral (Lidocaína, Amiodarona, Procainamida).

Após a ressucitação

O uso de anti-arritmicos para prevenção da recidiva da fibrilação ventricular é mandatório em TODOS OS CASOS de parada por FV/TV sem pulso.

Lidocaína

Indicada na parada cardíaca por TV/FV em geral.

Amiodarona

Indicada na FV/TV sem pulso refratária ao choque. Pode ser usada também na TV polimórfica e na Taquicardia de complexos largos de origem incerta. Particularmente útil nos pacientes com disfunção de VE.

Dose durante a ressucitação: 300 mg EV, diluidos em pelo menos 20 ml SG 5%. Repetir um bolo de 150 mg em 3 a 5 minutos em casos refratários.

Dose máxima acumulada em 24H: 2,2g EV

Dose de ataque para a Taquicardia estável: Infusão rápida (10-15 min.) 150 mg EV. Pode ser repetida a infusão após 10 minutos.

Dose lenta (após ataque): 360mg EV em 6 horas (1 mg/min).

Dose de manutenção: 540 mg / 18 horas (0,5 mg/min)

Droga Classe IIb

Procainamida

Indicada na FV/TV recorrente.

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