Enfermagem no dia a dia

12/11/2009

Síndrome de Down

Arquivado em: 1 — Larissa Fernanda Passere @ 17:48

É uma condição genética na qual existe um material cromossômico excedente ligado ao par de número 21 e por isso também é chamada de trissomia do 21. As pessoas com a síndrome Down (pronúncia dawn) apresentam, em conseqüência, retardo mental (de leve a moderado) e alguns problemas clínicos associados.

Características da síndrome de Down

As crianças com síndrome de Down possuem algumas características físicas específicas, que podem ser observadas pelo médico para fazer o diagnóstico clínico. Nem sempre a criança com síndrome de Down apresenta todas as características. Algumas podem ter poucas, enquanto outras podem mostrar a maioria das características da síndrome:

  • Inclinação das fendas palpebrais;
  • Pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos;
  • Língua aumentada e proeminente;
  • Achatamento da parte de trás da cabeça;
  • Ponte nasal achatada;
  • Orelhas menores;
  • Boca pequena;
  • Tônus muscular diminuído;
  • Ligamentos soltos;
  • Mãos e pés pequenos;
  • Pele na nuca em excesso;
  • Palma da mão com uma linha cruzada (linha simiesca);
  • Distancia entre primeiro e segundo dedo do pé aumentada.

Freqüentemente estas crianças apresentam mal-formações em órgãos desde seu nascimento:

  • As principais são as do coração, atingindo 30% dos portadores de síndrome de Dow;
  • Mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal;
  • Perda auditiva condutiva;
  • Problemas de visão;
  • Alguns tipos de leucemia têm maior incidência crianças com síndrome de Down;
  • Pessoas com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce.

Causas síndrome de Down

A síndrome de Down é causada por um acidente genético que ocorre em média em 1 a cada 800 nascimentos.

Diferentemente dos 46 cromossomos que constituem o material genético de cada célula do corpo humano, a criança com síndrome de down possui 47 cromossomos, devido ao material cromossômico excedente ligado ao cromossomo 21. Por isto também é chamada trissomia do 21.

Aumento da idade materna. A incidência de síndrome de Down entre os recém nascidos de mães de até 27 anos é de 1/1.200. Com mães de 30-35 anos é de 1/365. Depois dos 35 anos a freqüência aumenta mais rapidamente: entre 39-40 anos é de 1/100 e depois dos 40 anos torna-se ainda maior.

Não foram identificados fatores durante a gravidez que possam causar a síndrome, visto que, a formação cromossômica ocorre na fecundação e nos primeiros estágios do embrião.

Diagnóstico da síndrome de Down

O diagnóstico da síndrome de Down é realizado pelo médico, que utiliza exames citogenéticos para confirmação do quadro.

Tratamento da síndrome de Down

Não existe um tratamento específico para síndrome de down a fim de reverter a trissomia do cromossomo 21. O tratamento engloba, na verdade, uma série de medidas para tratar os problemas clínicos decorrentes da síndrome e também uma série de medidas de estimulação precoce e inclusão para aproveitar todo o potencial da criança com síndrome de Down.

A estimulação precoce é um atendimento especializado direcionado a bebês e crianças de 0 a 3 anos com risco ou atraso no desenvolvimento global.

Este atendimento é de fundamental importância, pois possibilita dar suporte ao bebê no seu processo inicial de interação com o meio, considerando os aspectos motores, cognitivos, psíquicos e sociais de seu desenvolvimento, bem como auxiliar seus pais no exercício das funções parentais, fortalecendo os vínculos familiares.

Toda criança deve ser incluída na sociedade desde que ela nasce, começando com a inclusão em sua própria família, para então criar bases para inclusão escolar e social.

A criança com síndrome de Down deve ser inserida na sociedade desde bem pequena quando freqüenta em seus passeios de carrinho os mesmos lugares que os outros bebês sem Síndrome de Down.

Na fase pré-escolar é recomendado que a criança seja inserida em igualdade de condições com outras crianças, incentivando o desenvolvimento motor e psicossocial.

Nas fases seguintes, a partir da alfabetização, um apoio específico é recomendado, tais como reforço escolar. Ainda assim os especialistas recomendam que se evite a exclusão por meio de classes especiais separadas.

O que causa o Coma?

Arquivado em: 1 — Larissa Fernanda Passere @ 17:37

Existem duas maneiras diferentes de causar coma em alguém. A primeira é lesar apenas a área de ativação cerebral, localizada no tronco. Esta lesão pode ser causada pela presença de um tumor, por hemorragia (perda de sangue) ou pela falta de sangue, chamada de isquemia, entre outras causas menos comuns. A segunda maneira é lesar todo o córtex, o que é muito difícil de acontecer com tumores ou hemorragia. Esta lesão extensa só acontece quando falta sangue de uma maneira generalizada no cérebro – como ocorre na parada cardíaca – , quando falta algum nutriente essencial ou quando alguma substância nociva ao cérebro está presente no organismo. Estas duas últimas causas são denominadas “causas metabólicas de coma”.

Causas relacionadas com o fornecimento de sangue ao cérebro

Uma das principais causas de coma no mundo é o que os médicos chamam de “Acidente Vascular Cerebral” ou AVC. Os vasos, como todos sabem, são estruturas em forma de pequenas tubulações cuja função é circular sangue pelo corpo, inclusive pelo cérebro.

O sangue leva ao cérebro duas coisas imprescindíveis ao seu funcionamento: oxigênio e nutrientes, principalmente a glicose, que é um tipo de açúcar. O cérebro é um órgão muito sensível e suas células começam a morrer apenas 4 a 5 minutos após a interrupção do fornecimento de sangue pelo organismo. Como as células do sistema nervoso não são capazes de se regenerar, uma vez mortas, as funções daquela região cerebral são perdidas para sempre.

No AVC, ocorre uma interrupção brusca do fornecimento de sangue para o cérebro. Há duas maneiras disto ocorrer. Uma é haver um “entupimento” em um dos vasos cerebrais. A esta ocorrência chamamos AVC isquêmico ou AVCI. Outra é haver uma ruptura do vaso seguida de sangramento. A esta ocorrência chamamos AVC hemorrágico ou AVCH. Note que, apesar das pessoas leigas chamarem o AVC de “derrame”, apenas no AVCH temos um real sangramento!

Existem alguns fatores que facilitam a ocorrência de AVCI. Estes fatores são os mesmos que facilitam a ocorrência de infarto, que nada mais é do que o entupimento dos vasos que levam sangue ao coração, com subseqüente morte das células cardíacas. São eles: hipertensão arterial não controlada (a famosa “pressão alta”), obesidade, tabagismo, presença de níveis aumentados de colesterol no plasma, sedentarismo e diabetes mellitus.
Infelizmente, o moderno estilo de vida das sociedades ocidentais facilita a ocorrência de todos estes fatores. Ingestão de alimentos gordurosos aumentam a taxa de colesterol, além de favorecer a obesidade. Os confortos da vida moderna fazem muitas pessoas não se exercitarem o suficiente, contribuindo para aumentar a chance de ocorrência de AVC.
Um fator de risco para AVC extremamente importante é o tabagismo. O tabagismo aumenta muito a chance de formação de trombos (sangue coagulado), que causam os já citados entupimentos. O fator tabagismo é muito intensificado pelo uso de pílulas anticoncepcionais. Não é raro vermos mulheres jovens vítimas de um AVC (e de infarto cardíaco também!) devido ao uso simultâneo de pílulas anticoncepcionais e fumo. Esta associação é tão perigosa que os médicos consideram uma contra-indicação absoluta o uso de anticoncepcionais por mulheres acima de 35 anos que fumam.

O diabetes mellitus é outro importante fator de risco para AVCI. Esta doença faz com que aumentem os níveis de açúcar (glicose) no sangue da pessoa. Para controlar estes níveis, os diabéticos devem fazer uso de medicamentos (comprimidos ou injeções de insulina) e não podem comer alimentos ricos em açúcar ou gorduras. A longo prazo, algo em torno de 10 a 20 anos, uma pessoa com diabetes sem controle pode vir a apresentar entupimento dos vasos e assim apresentar AVC ou infarto cardíaco. O fator mais importante de todos como causa de AVCH, no entanto, é a hipertensão arterial, chamada pelos leigos de “pressão alta”. Esta doença é exatamente isto que o nome diz: um aumento da pressão sangüínea do organismo. Esta é uma doença muito traiçoeira, porque o aumento de pressão, com raras exceções, não causa nenhum sintoma no organismo: nem dores de cabeça, nem tontura, nem nada. No tratamento da hipertensão o paciente deve, portanto tomar remédio TODOS OS DIAS, independente de sentir ou não alguma coisa, pois só assim pode-se garantir que sua pressão estará sempre controlada.

Muitas pessoas, erroneamente, acreditam que podem “prever” quando sua pressão aumenta, pois sentem dor de cabeça ou outros sintomas físicos e assim só tomam o medicamento ao sentir tais sintomas. Na verdade, estes sintomas geralmente não tem nada a ver com aumento de pressão sangüínea e esta pessoa está com seus níveis de pressão descontrolados a maior parte do tempo. Pacientes como o descrito acima são geralmente aqueles que acabam sofrendo um AVCH, pois a pressão alta descontrolada é o maior fator de risco para este tipo de AVC.

Por último, uma outra importante causa de coma é o que é conhecido como “parada cardíaca”, que leva à parada da circulação de sangue pelos vasos. A causa desta parada de fluxo de sangue pode ser infarto cardíaco, doenças pulmonares que diminuem a oxigenação do sangue, uso de drogas, hiperglicemia ou hipoglicemia, arritmias cardíacas e muitas outras. O fato importante é que, com a parada de circulação de sangue pelo cérebro, teremos agora lesão não só de uma parte restrita do órgão, mas sim dele todo. Isto inclui o córtex todo, e também grande parte do tronco cerebral. Nesta situação, a única chance do paciente é ser levado muito rapidamente a um hospital ou receber atendimento de urgência por uma unidade de resgate avançada, como a do corpo de bombeiros de São Paulo, por exemplo. O hospital, ou o serviço de resgate, irá aplicar tratamentos de emergência no paciente em parada cardíaca.

Eventualmente, a atividade do coração pode voltar, mas se houver passado muito tempo do início da parada, o cérebro poderá já ter sido completamente lesado. Neste caso, o paciente estará vivo, mas em coma.

Uma maneira de tentar evitar a situação acima descrita é o uso de uma técnica chamada de Suporte Básico de Vida (SBV) ou Basic Life Support (BLS), em inglês. Ela se compõe de massagem cardíaca e respiração artificial, também conhecida por respiração boca-a-boca. 

SBV é uma maneira de “ganharmos tempo” até a chegada ao hospital ou até a chegada do resgate, que irá aplicar o Suporte Avançado de Vida (SAV). As técnicas de SBV podem ser aprendidas por qualquer pessoa adulta e são ensinadas em um curso de 1 ou 2 dias de duração. Saber realizar esta técnica pode ser a diferença entre o paciente viver ou não. Dados de pesquisas mostram que se o SBV for iniciado em até 4 minutos, e se o SAV for iniciado em até 8 minutos, 50% das vítimas irão sobreviver.

Mas nenhuma irá sobreviver se o SBV for iniciado em mais de 8-12 minutos e se o SAV for iniciado após 16 minutos do início do evento. É por isso que alguns países mais desenvolvidos, principalmente os Estados Unidos, têm programas de incentivo e de divulgação das técnicas de SBV entre a população geral.

Causas Metabólicas

A causa metabólica mais comum é alteração de glicose no sangue: ou para mais (hiperglicemia) ou para menos (hipoglicemia). A hiperglicemia ocorre em pacientes diabéticos que não usam a medicação de forma regular ou em pessoas que não sabiam ser diabéticas e acabam entrando em coma por excesso de glicose no sangue. É no hospital que vai ser feito o diagnóstico e, por isso, quanto antes o paciente for levado ao hospital, melhor. Já a hipoglicemia ocorre nos diabéticos que ou estão com uma dose maior que a necessária de medicações ou não são disciplinados na alimentação (por exemplo, pulam uma refeição, comem fora de hora etc.), o que leva a uma queda de glicose no sangue, dando alteração do nível de consciência, podendo chegar ao coma.

Podemos ver, então, que os pacientes diabéticos podem evitar (até um certo grau) chegarem ao coma: é só seguirem a prescrição médica direitinho e não abusarem da comida (e nem ficarem em jejum por um longo período).

Outras pessoas que podem ter alteração do nível de consciência de origem metabólica são aquelas que têm doença no fígado ou no rim. Mas não discutiremos essas doenças por enquanto.

As intoxicações por medicamentos, drogas e álcool também são causas metabólicas muito freqüentes (infelizmente) que podem levar ao coma. Por isso, é fundamental não usar remédios por conta própria, não deixar nenhum medicamento (ou produto de limpeza) ao alcance das crianças e, é claro, não usar drogas ou abusar do álcool.

11/11/2009

Eu vou conseguir 2010-2014

Arquivado em: 1 — Larissa Fernanda Passere @ 23:47

Todo ser humano causa impacto nos outros.
Por que evitar a relação entre paciente e Enfermeira?
O que ensinam está errado.
A missão da Enfermeira deve ser não apenas de evitar a morte…
mas melhorar a qualidade de vida.
Tratando o mal, se ganha ou se perde.
Tratando o indivíduo, garanto que vão ganhar, independente do desfecho.
A sala está cheia de estudantes de Enfermagem…

Não se deixem anestesiar pelo milagre da vida.
Sempre se extasiem pela glória do corpo humano.
Concentrem-se nisso, não em procurar notas… que não indicam o tipo de Enfermeiras que serão.
Não esperem demais para recuperar a humanidade.
Aprendam a entrevistar…
A falar com estranhos, com amigos “enganados”, com todos!
Cuidem de pessoas dia após dia, elas têm muito que ensinar, bem como os professores, que não têm o coração gelado.
Aprendam a ter compaixão.
Quero ser Enfermeira de todo meu coração…

Compartilhei das vidas de pacientes e do pessoal dos hospitais e laboratórios.
Rimos e choramos juntos… Quero me dedicar a isso.
E hoje, seja qual for minha decisão, juro por Deus que vou chegar a ser a melhor Enfermeira e não vou desistir da Medicina, pois sei o tamanho do meu potencial.

Podem impedir que eu me forme, mas não podem dominar meu espírito nem evitar que eu aprenda.

Sei o quanto passei e o quanto demorei em me tornar o que sou hoje.

Dificuldades sei que vou passar, mas serei inquebrável…

Seja como for, ainda vou ser um espinho.
Mas prometo, vou ser um espinho que não podem arrancar.

2010, início de uma nova etapa… Agradeço a Deus e a uma única pessoa que me apoia incansavelmente.

OBRIGADA!

Anatomia Básica

Arquivado em: Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 23:04

Sistemas Digestivo

Digestão é o conjunto de reações químicas por meio das quais substâncias complexas são transformadas em outras  mais simples.

Boca- é a primeira seção do tubo digestivo. Suas funções principais são: mastigação e o umedecimento do alimento.

Dentes- divide o alimento em pedaços bem pequenos.

Faringe- participa na deglutição.

Esôfago- é um corredor formado por músculos lisos que empurram delicadamente o bolo alimentar para o estômago.

Estômago- produz p suco gástrico que modifica a estrutura dos alimentos e impede o desenvolvimento de bactéria e fermentação.

Intestino Delgado- produz o suco entérico e absorve os nutrientes. 

Intestino Grosso- o material que chega ao intestino grosso contém muita água. Uma função importante do intestino grosso é a reabsorção dessa água, que passa para o sangue, o que não foi digerido transforma-se em fezes.

Fígado- produz a bile, armazena nutrientes, atua sobre grandes gorduras, produz fator VIII.

Vesícula Biliar- armazena bilirrubina.

Pâncreas- produz hormônios, insulina, glucagon, suco pancreático.

 

Sistema Respiratório

Equação da respiração:

glicose+oxigenio-gás carbônico

Cavidade Nasal- filtra, aquece, umedece o ar.

Faringe- conduz o ar para a laringe.

Laringe- produz o muco que umedece e retém substâncias, impede a penetração de corpo estranho e também é o órgão da fonação.

Traquéia- sua função resulta no transporte de muco e material inspirado para a laringe.

Pulmões- regulam o nível de dióxido de carbono.

Brônquios e Bronquíolos- levam o ar até os alvéolos pulmonares.

Alvéolos pulmonares- neles ocorre a troca de gases.

Diafragma- quando o diafragma se expande (inspiração), o ar é sugado através das narinas e da boca. Quando ele se contrai, o ar é expulso (expiração), eliminando o gás carbônico no ar inspirado.

Sistema Urinário

A excreção consiste na eliminação das substâncias inúteis ou nocivas ao organismo, resultantes da atividade celular.

Rim- é formado por uma cápsula que envolve externamente por um córtex e pela medula. Na região do córtex estão situados os néfrons. O rim filtra o sangue e seleciona o que deve ser eliminado, também regula quantidade de água no organismo.

Néfrons- nos néfrons o sangue é filtrado, dessa filtração resulta a urina.

Ureter- é um duto, que também é um canal que comunica o rim com a bexiga.

Bexiga- é uma bolsa de parede elástica que pode aumentar em volume. Sua função é acumular a urina produzida pelo rim.

Uretra- é um duto que se comunica com o meio externo.

Glândula supra-renal- produz hormônios que ajudam no funcionamento do rim.

Sistema Nervoso

Conjunto dos elementos que, nos organismos animais, estão envolvidos com a recepção dos estímulos, a transmissão dos impulsos nervosos ou a ativação dos mecanismos dos músculos.

Anatomia e função
Os animais vertebrados têm uma coluna vertebral e um crânio, que abrigam o sistema nervoso central, enquanto que o sistema nervoso periférico se estende pelo resto do corpo. A parte do sistema nervoso situada no crânio é o cérebro e a que se encontra na coluna vertebral é a medula espinhal.
No sistema nervoso, a recepção dos estímulos é a função de células sensitivas especiais, os receptores. Os elementos condutores são células chamadas neurônios, que podem desenvolver uma atividade lenta e generalizada ou podem ser unidades condutoras rápidas, de grande eficiência. A resposta específica do neurônio chama-se impulso nervoso (ver Neurofisiologia).
Os receptores encontram-se na pele e captam os diferentes estímulos, transformando-os em um sinal elétrico. Quando ativados, estes neurônios sensitivos mandam os impulsos até o sistema nervoso central e transmitem a informação para outros neurônios, chamados neurônios motores, cujos axônios estendem-se de novo para a periferia. Através destas últimas células, os impulsos se dirigem às terminações motoras dos músculos, excitando-os e provocando a contração e o movimento adequado.
Há grupos de fibras motoras que levam os impulsos nervosos aos órgãos que se encontram nas cavidades do corpo, como o estômago e os intestinos. Estas fibras constituem o sistema nervoso vegetativo.
 

Afecções do sistema nervoso
O sistema nervoso é suscetível a infecções provocadas por uma grande variedade de bactérias, vírus e outros microorganismos (meningite, poliomielite e encefalite).
Em certas afecções, como a neuralgia, a enxaqueca ou a epilepsia, pode não haver nenhuma evidência de dano orgânico. Outra doença, a paralisia cerebral, está associada a uma lesão cerebral

 

Sistema Esquelético

A função mais importante do esqueleto é sustentar a totalidade do corpo e dar-lhe forma.
Torna possível a locomoção ao fornecer ao organismo material duro e consistente, que sustenta os tecidos brandos contra a força da gravidade e onde estão inseridos os músculos, que lhe permitem erguer-se do chão e mover-se sobre sua superfície.
O sistema ósseo também protege os órgãos internos (cérebro, pulmões, coração) dos traumatismos do exterior.
Osso: em todo osso longo, o corpo geralmente cilíndrico, recebe o nome de diáfise, e os extremos, recebem o nome de epífise.
A diáfise é oca e seu interior é ocupado pela medula amarela.
Também na epífise há um grande número de cavidades formadas pelo entrecruzamento dos delgados tabiques ósseos, os quais contém a medula vermelha, formadora de glóbulos sangüíneos.
O periósteo é uma membrana muito tenaz e extremamente vascularizada que envolve os ossos e permite que estes cresçam em espessura; esta membrana é de grande importância pois, por meio de seus vasos sangüíneos, chegam às células ósseas as substâncias nutritivas.

O ESQUELETO : é composto por ossos, ligamentos e tendões.

O esqueleto humano é formado por 203 ou 204 ossos e se divide em cabeça, tronco e membros. Na face os ossos são: maxilares, zigomáticos, nasais, e a mandíbula, único osso móvel da cabeça que serve para a mastigação. Em continuação do crânio está a coluna vertebral que é formada pelas vértebras. As vértebras são uma série de anéis colocados sobretudo de maneira que o orifício central de cada uma corresponda com o do superior e o do inferior, de tal maneira que no centro da coluna vertebral existe uma espécie de conduto, pelo qual passa a medula espinal, órgão nervoso de fundamental importância. A articulação que se interpõe entre uma vértebra e a vértebra seguinte permite a mobilidade de toda a coluna vertebral, garantindo a esta a máxima resistência aos traumas. Entre uma vértebra e outra existem os discos cartilaginosos que servem para aumentar a elasticidade do conjunto e atenuar os efeitos de eventuais lições. As vértebras são 33 e não são todas iguais; as inferiores tem maior tamanho porque devem ser mais resistentes para realizar um trabalho maior. As primeiras 7 (sete) vértebras se denominam cervicais; a primeira se chama atlas e a segunda áxis. Em continuação das cervicais estão 12 vértebras dorsais que continuam através das costelas e se unem ao esterno, fechando a caixa torácica mediante as cartilagens costais, protegendo os órgãos contidos no tórax: coração, pulmões, brônquios, esôfago e grandes vasos. A coluna vertebral continua com as 5 vértebras lombares. A estas, seguem-se outras 5 vértebras soldadas entre si, que formam o osso sacro e, por último, as 4 ou 5 rudimentarias, quase sempre soldadas entre si, que tomam o nome de cóccix ou osso caudal. Os ossos dos membros superiores começam com o ombro formado pela cintura escapular, de forma triangular, plana, e pela clavícula situada em frente da anterior, que é longa e curvada. A articulação do ombro é bastante móvel, o que permite mover o braço em todas as direções; esta articulação junto com a do quadril é uma das mais importantes no corpo humano. O osso do braço é o úmero, longo e robusto; o antebraço é formado pelos ossos: rádio e Ulna (cúbito). O rádio termina no cotovelo com a articulação e o ulnam (cúbito) apresenta (em correspondência com o cotovelo) um saliente que não permite ao antebraço pregar-se quando está distendido em linha reta com o braço. Com os dois ossos do antebraço se articula na sua parte inferior a mão, que é formada por uma série de 13 ossos pequenos: 8 são chamados ossos do carpo, são os que formam o punho; 5 denominados metacarpos e que correspondem à superfície dorso-palmar da mão. Os dedos da mão, estão formados pela primeira, segunda e terceira falanges (o polegar tem só dois). Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis, que é formada pela fusão de três ossos: íleo, ísquio e púbis. Com a pélvis se articula o fêmur, osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. Na sua parte inferior o fêmur se une à tíbia e ao Fíbula (perônio), que são os dois ossos da perna. Esta união tem lugar na articulação do joelho, do qual forma parte a Patela (rótula) e os meniscos (dois discos cartilaginosos cuja rotura é muito freqüente em alguns esportistas). Interpostos entre os côndilos femorais, a tíbia e o fíbula (perônio). Por último, aos ossos da perna se articulam com os do pé: o calcâneo, o astrágalo, os ossos metatarsos, os dos dedos que têm três falanges, exceto o primeiro que tem duas.

O esqueleto constitui o arcabouço do organismo e é formado pelos ossos. Além da função de sustento, tem aquela, também, importantíssima, de permitir ao homem de se mover. Os ossos constituem a parte passiva do aparelho locomotor: o seu movimento é devido à contração e ao relaxamento dos músculos que neles se inserem. Sobre a forma dos ossos têm influência a direção e a potência dos músculos.
Os ossos que formam o esqueleto do adulto são 203, excluindo os ossos considerados “supranumerários” (que existem na cabeça) e os ossos “sesamóides” (pequenos ossos acessórios que se acham na vizinhança das articulações, geralmente imersos em um tecido fibroso). Cada osso do nosso corpo apresenta uma forma característica que permite reconhecê-lo imediatamente, não obstante as variações que possam existir de um indivíduo para outro. A forma dos ossos não é casual mas devida a um complexo de razões. A primeira de tais razões é a forma do seu esboço devido a causas hereditárias; intervêm depois outras causas que influem sobre a forma de cada uma das suas porções: o modo pelo qual dois ossos se põem em relação determina uma mudança das duas superfícies de contacto, e os músculos e os tendões que neles se inserem produzem modificações na superfície de implantação. Além disso, as partes contíguas deixam sobre os ossos impressões, mesmo que sejam menos duras do que ele, como, por exemplo, uma artéria ou um nervo; mesmo o cérebro deixa uma impressão sobre os ossos que o encerram.

08/10/2009

Drogas usadas na PCR – Parada Cardio Respiratória

Arquivado em: Pronto Socorro — Larissa Fernanda Passere @ 18:33

ADRENALINA

O uso de adrenalina durante a manobra de ressuscitação está preconizado a partir do início do ABCD secundário, fazendo parte das drogas da ação C:

 Na FV/TV sem pulso:

 Ação Primária

 CHOQUE 360

 Ação Avançada

 DROGA => ADRENALINA 1 mg

 CHOQUE 360

 2º DROGA => ANTI-ARRITMICO

 CHOQUE 360

 DROGA => ADRENALINA 1 mg

 CHOQUE 360

 repetir a dose a cada seqüência em intervalos de 3 a 5 minutos

Na Assistolia e AESP:

 Ação primária

 CHOQUE NÃO INDICADO

 Ação secundária

 DROGA => Adrenalina 1 mg EV a cada 3 a 5 min

 Observar monitorização até ser indicado choque conforme o caso ou recuperar ritmo.

 2º DROGA => Atropina – alternadamente a adrenalina

Forma correta de administração

No Brasil a adrenalina é apresentada em frasco de 1ml de solução milesimal (1:1000). Após cada dose em bolo deve ser injetada 20 ml de solução EV para que ocorra a infusão da droga até a corrente sistêmica. Caso as doses iniciais falhem, doses maiores podem ser usadas, até 0,2mg/Kg. Quando não há acesso venoso o TT é uma via alternativa de administração. A dose deve ser dobrada (2mg) e diluída em 10 ml de SF, que deve ser toda lançada no TT.

Precauções

A elevação da PA e taquicardia pode levar ao aumento do consumo de O2 miocárdico e isquemia miocárdica.

Altas doses não melhoram a sobrevivência e podem contribuir para disfunção miocárdica pós ressuscitação.

Doses altas podem ser necessárias em casos de choque induzido por intoxicação por drogas e substâncias tóxicas.

 ATROPINA

 O uso de atropina  está preconizada para o tratamento de:

 Bradicardia grave sintomática (Classe I);

 BAV nodal (Classe IIa);

 Assistolia (Classe IIb);

 Atividade Elétrica sem Pulso (AESP) (Classe IIb);

Durante a ressuscita

No caso da assistolia e AESP ela é sempre 2º droga após a adrenalina. A dose é de 1 mg em bolo, devendo ser repetida doses de 0,5 a 1 mg a cada 3 a 5 minutos não devendo ser ultrapassada a dose máxima de 0,04 mg/Kg.

Forma correta de administração

Como com a adrenalina, após cada dose em bolo deve ser injetada 20 ml de solução EV para que ocorra a infusão da droga até a corrente sistêmica. Quando não há acesso venoso o TT é uma via alternativa de administração. A dose deve ser dobrada (2mg) e diluída em 10 ml de SF, que deve ser toda lançada no TT.

Precauções

Ineficaz no BAV total de QRS alargado e no BAV tipo II infra-nodal, havendo risco de assistolia paradoxal.

 Evitar o uso na bradicardia por hipotermia.

ANTIARRITMICOS

Durante a ressucitação

O uso de antiarrítmicos durante a manobra de ressucitação está preconizado a partir do 2º minuto da ação secundária, após o 4º choque ineficaz. O algoritmo resumido é:

Ação Primária

CHOQUE  360

Ação secundária

DROGA => ADRENALINA – 1 min

CHOQUE 360

2º DROGA => ANTI-ARRITMICO

3 opções podem ser utilizadas de uma forma geral (Lidocaína, Amiodarona, Procainamida).

Após a ressucitação

O uso de anti-arritmicos para prevenção da recidiva da fibrilação ventricular é mandatório em TODOS OS CASOS de parada por FV/TV sem pulso.

Lidocaína

Indicada na parada cardíaca por TV/FV em geral.

Amiodarona

Indicada na FV/TV sem pulso refratária ao choque. Pode ser usada também na TV polimórfica e na Taquicardia de complexos largos de origem incerta. Particularmente útil nos pacientes com disfunção de VE.

Dose durante a ressucitação: 300 mg EV, diluidos em pelo menos 20 ml SG 5%. Repetir um bolo de 150 mg em 3 a 5 minutos em casos refratários.

Dose máxima acumulada em 24H: 2,2g EV

Dose de ataque para a Taquicardia estável: Infusão rápida (10-15 min.) 150 mg EV. Pode ser repetida a infusão após 10 minutos.

Dose lenta (após ataque): 360mg EV em 6 horas (1 mg/min).

Dose de manutenção: 540 mg / 18 horas (0,5 mg/min)

Droga Classe IIb

Procainamida

Indicada na FV/TV recorrente.

05/10/2009

Leucoencefalopatia posterior reversível secundária ao uso de VINCRISTINA

Arquivado em: Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 18:39
A leucoencefalopatia posterior reversível é uma síndrome clínico-radiológica caracterizada por cefaléia, alteração do estado mental, crises convulsivas e distúrbios visuais. A sua ocorrência está associada ao uso de quimioterápicos potencialmente neurotóxicos como a vincristina.
 
Metodologia

Descrever um caso de leucoencefalopatia posterior reversível em paciente submetido a tratamento quimioterápico com vincristina.

Resultados

Paciente do sexo masculino de 12 anos de idade, portador de hepatocarcinoma. Apresentava alteração da função hepática previamente ao início da quimioterapia (TGO 108 U/L, TGP 90 U/L, FA 510 U/L, GGT 864 U/L, Bbt 2.34 mg/dl, BbD 2,28 mg/dl). Dois dias após o primeiro ciclo de quimioterapia com cisplatina, 5-fluorouracil e vincristina iniciou quadro de dor em região da parótida bilateralmente, que foi seguida, após 48 horas, por crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas e aumento dos níveis pressóricos. Após o período pós-ictal da última crise, evoluiu com quadro de confusão mental e alucinações visuais, com duração de aproximadamente 15 dias, com melhora completa e sem seqüela neurológica. Foram realizadas, durante o quadro de alteração neurológica, duas tomografias computadorizadas de crânio, com intervalo de 8 dias, que evidenciaram áreas quase simétricas de hipoatenuação parieto-occipitais comprometendo as substâncias branca e cinzenta compatível com leucoencefalopatia posterior reversível. O paciente, posteriomente, foi submetido a outros ciclos de quimioterapia sem vincristina, não apresentando novos episódios de alterações neurológicas.

Conclusão

Pacientes com alteração da função hepática são mais susceptíveis a desenvolverem quadros de toxidade a vincristina. A leucoencefalopatia posterior reversível, apesar de rara, é uma neurotoxicidade que deve ser lembrada nos casos de alterações neurológicas em pacientes submetidos a quimioterapia com drogas sabidamente neurotóxicas como a Vincristina e a Cisplatina.

Vimblastina

Arquivado em: Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 18:30

Medicação usada no tratamento de câncer – Linfoma de Hodgkin

 

ANTINEOPLÁSICO

Propriedades

Usada como sulfato, a vimblastina bloqueia a mitose, detém as células em metáfase e também pode interferir no metabolismo dos aminoácidos; sua ação é específica na fase M do ciclo de divisão celular. Não atravessa a barreira hematoencefálica em quantidades significativas. Sua união às proteínas é elevada (75%) e metaboliza-se no fígado. A eliminação é por via renal e biliar.

Indicações

Carcinoma da mama, coriocarcinoma, carcinoma testicular, linfomas de Hodgkin, linfomas não-Hodgkin, sarcoma de Kaposi, doença de Letterer-Siwe. As indicações aceitas para os antineoplásicos encontram-se em revisão constante.

Posologia

Adultos: inicial por via IV, 0,1 mg/kg ou 3,7 mg/m 2/semana com doses semanais sucessivas aumentadas em 0,05 mg/kg até que a contagem leucocitária diminua para 3.000/mm 3; dose de manutenção: IV, um aumento menor que a última dose inicial com intervalos de 7 a 14 dias a 10 mg 1 ou 2 vezes/mês.

Doses pediátricas: inicial IV, 2,5 mg/m 2/semana com aumentos semanais de 1,25 mg/m 2 até que a contagem leucocitária diminua para 3.000/mm 3. Doses de manutenção: IV, um aumento menor que a última dose inicial com intervalos de 7 a 14 dias.

Reações adversas

Muitos dos efeitos colaterais são inevitáveis e representam a ação farmacológica do medicamento, por exemplo: leucopenia e trombocitopenia. A incidência destas reações está, geralmente, relacionada com as doses. Requerem atenção médica e as incidências mais freqüentes são: febre, calafrios e dor de garganta. Incidências mais raras: artralgias, edemas dos membros inferiores, hemorragias ou hematomas não-habituais, cefaléias, enjôos, depressão mental, visão dupla, mialgias, náuseas e vômitos. A queda de cabelo é de incidência mais freqüente, porém não requer atenção médica.

Precauções

Durante o tratamento, devem-se evitar as imunizações; evitar o contato com pessoas com infecções bacterianas ou virais. Nos pacientes com disfunção hepática, recomenda-se empregar uma dose reduzida. Caso surja leucopenia ou trombocitopenia pronunciada, recomenda-se suspender o tratamento com vimblastina e procurar detectar sinais de infecção. A vimblastina pode ser utilizada em combinação com outros fármacos em protocolos distintos: em conseqüência, a incidência ou gravidade dos efeitos secundários podem se alterar. Pode ser produzida supressão gonadal com o resultado de amenorréia ou azoospermia. Evita-se seu uso no primeiro trimestre da gravidez devido ao potencial mutagênico, teratogênico e carcinogênico destes medicamentos. Também não se recomenda seu uso durante o período de lactação. A resposta leucopênica pode ser mais pronunciada em pacientes de idade avançada, mal nutridos ou com úlceras cutâneas. Pode haver maior incidência de infecções microbianas, retardamento da cicatrização e hemorragia gengival.

Interações

A vimblastina pode aumentar a concentração de ácido úrico no sangue, razão pela qual pode ser necessário readequar a dose da medicação antigotosa (alopurinol, colchicina, probenecida). Os depressores da medula óssea, a radioterapia e os fármacos que produzem discrasia sangüínea aumentam os efeitos depressores sobre a medula óssea.

Contra-indicações

Varicela existente ou recente, herpes zoster. A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de depressão da medula óssea, gota, disfunção hepática, infecção, e durante a gravidez e a lactação.

04/10/2009

Band of Brothers

Arquivado em: Enfermagem — Larissa Fernanda Passere @ 20:17

Band of Brothers é uma minissérie dividida em 10 episódios, que retrata com muita fidelidade os campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. A série narra à história da Easy Company, companhia E do 506º Regimento de Infantaria pára-quedista do Exército Americano.

A minissérie retrata a semelhança do Soldado Enfermeiro – Cabo Eugene com a pioneira no tratamento de feridos de Guerra – Florence Nightingale (mãe da Enfermagem). Florence foi uma enfermeira britânica que ficou muito famosa por desafiar as limitações dos cuidados aos feridos da Guerra da Criméia.

Poucas pessoas que não estão envolvidas com a Enfermagem conhecem a história de Florence Nightingale, mas para aqueles que gostariam de conhecer um pouco mais, vale muito a pena ver todos os episódios de Band of Brothers.

Cabo Eugene (soldado enfermeiro que fica no campo de batalha) e Renée (Enfermeira que fica no Hospital base), retratam perfeitamente os cuidados de enfermagem diante de uma situação extremamente precária e sem nenhum tipo de recursos.

Ambos e mais alguns enfermeiros usavam apenas compressas ou retalhos de lençóis, seringas reutilizadas, plasma sem nenhum tipo de conservação, coagulante sanguíneo em pó, tesouras e afins sem nenhum tipo de limpeza, etc.

Enfim… escassez total de qualquer material estéril/não-estéril, antibióticos e anti-sépticos de grande espectro, cirurgias de emergência/urgência, etc.

Para quase 70% dos profissionais da área da saúde certas patologias, cirurgias, diagnósticos e procedimentos não afetam o lado sentimental, mas confesso que fiquei pensativa quando ví os soldados tentando ajudar os outros sem o principal tipo de proteção: LUVA. Claro que no meio de uma Guerra ninguém vai pensar nisso, mas quem está do outro lado da telinha, o primeiro pensamento é: “Olha o nível absurdo de contaminação!”. Em muitas cenas a Humanização vem em 1º lugar, mesmo tornando-se pessoas frias.

Hoje com tantos avanços e tecnologia, ainda temos a capacidade de reclamar do tamanho inadequado de uma luva. Veja a minissérie e pense nessa simples e enorme reclamação.

Desejo uma ótima sessão cinema Band of Brothers e não esqueça a pipoca!

Abraços!

Larissa Passere

02/09/2009

O Eu diante da Morte

Arquivado em: Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 19:44

De um modo geral, descontando as defesas das reflexões zen, das meditações transcendentais e de toda sorte de subterfúgios do medo e do temor do nada, a idéia da morte nos remete aos sentimentos de perda, portanto, em tese, nos desperta sentimentos dolorosos. Trata-se de uma espécie de dor psíquica, a qual muitas vezes acaba também gerando dores físicas, ou criando uma dinâmica incompreensível para quem a vida continua sorrindo.

Poderíamos dizer que na Depressão, o tema morte está mais presente, seja o medo dela, seja a vontade de que ela aconteça casualmente ou, mais grave, sob a forma de ideação suicida. De qualquer forma, pensa-se na morte e, como não poderia deixar de ser, acompanha sentimentos dolorosos. Essa é uma dor psíquica, naturalmente movida por sentimentos de tristeza, de finitude, de medo, de abandono, de fragilidade e insegurança.

Na espécie humana a dor psíquica diante da morte pode ser considerada fisiológica, mas sua duração, intensidade e resolução vão depender, muito provavelmente, de como a pessoa experimentou a vida. Diz um ditado: “teme mais a morte quem mais temeu a vida”.

Durante a fase de enfrentamento da morte, o paciente é estimulado a profundas reflexões sobre a própria vida; se lhe foi satisfatória sua trajetória de vida, se houve algum desenvolvimento emocional, se pode criar vínculos afetivos fortes e permanentes, se ele pode auxiliar a outros seres humanos. Orientado psicologicamente (cognitivamente) poderá ser possível que, apesar de doloroso, esse momento possa ter um importante e saudável balanço emocional.  

 

Os 5 Estágios da Dor da Morte  

A reação psíquica determinada pela experiência com a morte foi descrita tendo cinco estágios:

 

 Primeiro Estágio: negação e isolamento    

A Negação e o Isolamento são mecanismos de defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desses mecanismos de defesa  dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

 

Segundo Estágio: raiva  

Por causa da raiva, que surge devido à impossibilidade do Ego manter a Negação e o Isolamento, os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado pela revolta de quem sabe que vai morrer. Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.  

Nessa fase, a dor psíquica do enfrentamento da morte se manifesta por atitudes agressivas e de revolta; – porque comigo? A revolta pode assumir proporções quase paranóides; “com tanta gente ruim pra morrer porque eu, eu que sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto”…  

Transformar a dor psíquica em agressão é, mais ou menos, o que acontece em crianças com depressão. É importante, nesse estágio, haver compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva na pessoa que sente interrompidas suas atividades de vida pela doença ou pela morte.  

 

Terceiro Estágio: barganha  

Havendo deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu, a pessoa entra no terceiro estágio; a barganha. A maioria dessas barganhas é feita com Deus e, normalmente, mantidas em segredo.  

Como dificilmente a pessoa tem alguma coisa a oferecer a Deus, além de sua vida, e como Este parece estar tomando-a, quer a pessoa queira ou não, as barganhas assumem mais as características de súplicas.  

A pessoa implora que Deus aceite sua “oferta” em troca da vida, como por exemplo, sua promessa de uma vida dedicada à igreja, aos pobres, à caridade … Na realidade, a barganha é uma tentativa de adiamento. Nessa fase o paciente se mantém sereno, reflexivo e dócil (não se pode barganhar com Deus, ao mesmo tempo em que se hostiliza pessoas).  

 

Quarto Estágio: depressão     

A Depressão aparece quando o paciente toma consciência de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas.     Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou, agredir e se revoltar também não, fazer barganhas não resolveu. Surge então um sentimento de grande perda. É o sofrimento e a dor psíquica de quem percebe a realidade nua e crua, como ela é realmente, é a consciência plena de que nascemos e morremos sozinhos.     Aqui a depressão assume um quadro clínico mais típico e característico; desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro, etc. 

 

Quinto Estágio: aceitação

Nesse estágio o paciente já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento de repouso e serenidade antes da longa viagem.

É claro que interessa, à psiquiatria e à medicina melhorar a qualidade da morte (como sempre tentou fazer em relação à qualidade da vida), que o paciente alcance esse estágio de aceitação em paz, com dignidade e bem estar emocional. Assim ocorrendo, o processo até a morte pôde ser experimentado em clima de serenidade por parte do paciente e, pelo lado dos que ficam, de conforto, compreensão e colaboração para com o paciente.  

18/06/2009

Cartilha de Quimioterapia

Arquivado em: Oncologia — Larissa Fernanda Passere @ 21:28

1. O que é radioterapia?

A radioterapia se baseia no emprego da radiação para tratamento, utilizando vários tipos de energia que podem atingir o local dos tumores ou áreas do corpo onde se alojam as enfermidades, com a finalidade de destruir suas células. A radioterapia pode ser usada para dar alívio ao paciente e melhorar a qualidade de vida, diminuir o tamanho dos tumores, diminuir ou estancar hemorragias, ou atuar sobre outros sintomas, como dor.
 
As células do câncer crescem e se multiplicam muito mais rapidamente do que as células normais que as rodeiam. O tratamento se baseia justamente na fase de multiplicação celular.

2. Como é feito o tratamento?

O médico radioterapeuta – especialista em radioterapia – avalia o paciente, e confirma a indicação e a dose a ser utilizada. A aplicação do tratamento pode ser externa ou interna. A aplicação de radiação por via interna também é chamada de braquiterapia. A forma mais usada de tratamento é a radioterapia externa.

Planejamento
Através de exames de imagem, a equipe de radioterapia limita cuidadosamente a área que deve receber oa radiação. Calcula-se a dose diária a ser recebida e o período de administração.

Simulação
As condições efetivas do tratamento são avaliadas, através de raios X, para visualizar a área a ser irradiada. Define-se a posição que o paciente irá adotar durante todas as aplicações. O posicionamento deverá ser repetido exatamente, durante todo o tratamento posterior. As áreas por onde a radiação penetra no organismo – chamadas de campos de radiação – podem ser marcadas no corpo do paciente, para orientar futuras aplicações.

Tratamento
A radioterapia externa é geralmente realizada em uma sessão por dia, durante os cinco dias da semana. Durante as sessões do tratamento, o paciente é posicionado reproduzindo as condições da simulação, feita anteriormente. As aplicações podem ser realizadas com o aparelho em diversas posições, orientadas pelas marcas dos campos de radiação.
Cada sessão demora de 5 a 20 minutos. O operador do aparelho de radioterapia controla a aplicação do lado de fora da sala, através de circuito fechado de TV. Durante as aplicações, o paciente pode se comunicar com o operador através de um microfone ambiente.

3. A Radioterapia externa

A escolha da radioterapia depende do tipo de câncer e da profundidade em que se encontra o tumor. A área de tratamento é marcada antes do início da radioterapia, o que é chamado de planejamento. A aplicação é feita com o paciente sempre na mesma posição em que foi feito o planejamento. Cada aplicação dura alguns minutos.
 
Um técnico, através de um circuito de televisão sempre observa o paciente, e pode ouvi-lo através de um alto-falante. O paciente durante o tratamento não sente dor, pois a radiação não é sentida nem ouvida.

4. Tempo de duração do tratamento

O tratamento é planejado, entre outros aspectos, de acordo com o tipo de tumor e o estágio da doença.
 
As aplicações geralmente são diárias, obedecendo aos intervalos programados pelo médico. Durante o período de tratamento é feito um acompanhamento das reações do organismo ao tratamento. A maneira de o organismo reagir é um dos fatores importantes na determinação da duração do tratamento.
 
A radioterapia é feita sempre de acordo com uma programação, que deve ser discutida com o médico, antes do tratamento ser iniciado. A duração desse tratamento pode depender, entre outras coisas, da resposta do tumor às aplicações.

5. Riscos da Radioterapia

Como qualquer tratamento, o uso da radioterapia pode apresentar riscos. As altas doses de radiação, que destroem o tumor, podem atingir também os tecidos normais, causando os efeitos colaterais.
 
Estes efeitos não são obrigatoriamente apresentados por todas as pessoas que fazem radioterapia, uma vez que dependem da forma que o organismo responde ao tratamento. Assim, alguns pacientes podem apresentar efeitos colaterais mais severos enquanto outros podem mesmo não apresentar sintoma algum. De uma forma ou de outra, o médico deve ser informado sobre os sintomas apresentados e seu tempo de duração.
 
De uma forma geral, os sintomas relacionados decorrem do dano celular dos tecidos ao redor do tumor, e dependem basicamente da localização da lesão. Atualmente, com a utilização de métodos modernos de planejamento e tratamento, a área irradiada tem se restringido cada vez mais apenas à lesão neoplásica, diminuindo estes efeitos.
 
Entre os efeitos colaterais mais comuns, destacamos:

Feridas na boca

A irradiação de tumores de cabeça e pescoço pode provocar aparecimento de aftas, irritação nas gengivas, na garganta e até feridas na boca. Isso pode causar muita dor e ainda dificultar a alimentação. Algumas medidas podem ser seguidas, nestes casos:

  • manter a boca sempre limpa, escovando os dentes com maior freqüência
  • evitar ingerir alimentos duros, quentes, ácidos e condimentados
  • procurar usar cremes dentais mais suaves, fazendo bochechos quando necessário com produtos indicados pelo médico
  • ingerir maior quantidade de líquidos (água, chás e sucos)
  •  

     

Queimaduras na pele

Podem ocorrer queimaduras na pele que recobre a área irradiada. Para diminuir os efeitos locais, é ideal manter a pele bem hidratada, e não utilizar substâncias que podem irritar ainda mais o local. O uso de pomadas ou loções deve sempre ser orientado pelo médico radioterapeuta, para não haver risco de piora do quadro.

Diarréia

A irradiação de tumores localizados no abdome e na pelve pode causar diarréia em maior ou menor intensidade, dependendo da reação do organismo. Se ela persistir por mais de 24 horas, o paciente deverá obter orientação médica. Nos casos menos intensos, algumas medidas podem ajudar:

  • procurar manter uma alimentação mais líquida (chás, água e sucos)
  • evitar tomar leite e derivados
  • procurar fazer pequenas refeições, evitando alimentos gordurosos e frituras
  •  

     

Dor para urinar

A irradiação de tumores localizados na pelve pode causar irritação na bexiga, causando desconforto ou dor para urinar, e às vezes até sangramento. O paciente deve procurar orientação médica para controlar os sintomas e diminuir o risco de complicações.

Boca seca (xerostomia)

A irradiação em tumores de cabeça e pescoço pode causar irritação nas glândulas salivares, causando diminuição da salivação. Atualmente existem medicamentos que aplicados concomitantemente à radioterapia podem diminuir este efeito. Para controle dos sintomas, o paciente deve aumentar a ingesta de líquidos, e ocasionalmente recorrer a produtos artificiais que imitam a saliva (saliva artificial).
 
Existem ainda os riscos de toxicidade tardia, geralmente decorrentes de alterações inflamatórias nos locais que receberam irradiação. O médico especialista em radioterapia deve esclarecer ao paciente os riscos e os sintomas possíveis, que dependem da dose utilizada e da área utilizada, bem como da aparelhagem e tipo de energia utilizada.

6. Orientações práticas

Contato pessoal

Não há necessidade de mudanças nos hábitos diários ou nos contatos pessoais. Os pacientes em tratamento radioterápico não se tornam radioativos.

Alimentação

Não há necessidade de grandes modificações na alimentação. No entanto, o paciente deve incluir nas refeições diárias frutas, verduras, cereais, carnes, para que possa obter todos os nutrientes de que o organismo precisa. É importante que o paciente esteja sempre bem alimentado, para ter melhores condições de reagir aos efeitos colaterais.

Cuidados com a pele

A pele que recebe a radioterapia deve ser bem cuidada, pois fica mais sensível. Alguns detalhes são especialmente importantes:

  • Lavar a pele diariamente, com sabão neutro e água morna ou fria (nunca quente);
  • Usar roupas leves, de tecidos naturais (como algodão), folgadas;
  • Proteger a pele da exposição solar, de preferência cobrindo-a com roupas leves;
  • Evitar atritos na região – como coçar, esfregar ou utilizar jóias ou roupas justas;
  • Não aplicar compressas no local (quentes ou frias);
  • Utilizar pomadas, loções, cremes, hidratantes, desodorantes somente sob orientação médica.Atividades físicasDurante o período de tratamento não há contra-indicação à prática de exercícios físicos ou modalidades esportivas. Porém, é bastante comum que ocorra fadiga durante o tratamento. Por esta razão, o paciente deve estar atento para não forçar suas condições físicas, e para estabelecer horários de descanso durante o dia.

    Trabalho

    A maioria dos pacientes pode e deve continuar trabalhando durante o tratamento. Não há indicação para que as atividades habituais sejam paralisadas, a menos que sejam bastante pesadas e exijam muita condição física. Na maioria das vezes o paciente precisa apenas ajustar o período e o horário das sessões, para que possa entrar em acordo e ser dispensado do trabalho se necessário.

    Relações sexuais

    O tratamento contra o câncer, para muitos pacientes, provoca tensões físicas e emocionais que podem estar ligadas não só aos efeitos colaterais, como também às mudanças no ritmo de vida, alimentação e trabalho, além de ansiedades em relação à saúde, à família. Todos esses aspectos juntos podem contribuir para que haja uma diminuição no interesse sexual.
    Ocasionalmente, os efeitos locais da radioterapia na pelve do paciente, podem causar desconforto local, queimaduras e até mesmo sangramento local. Isto pode atrapalhar muito uma relação sexual. No entanto, é importante que o paciente saiba que a radioterapia por si só não o impede de manter relações sexuais normalmente.

    Gravidez

    Durante o período de radioterapia a gravidez deve ser evitada, já que a radiação utilizada causa riscos na formação do bebê. É importante pedir orientação ao médico sobre o melhor método de anticoncepção a ser usado durante o tratamento.

    Uso de outros medicamentos

    Alguns medicamentos, mesmo os homeopáticos e “naturais”, podem interferir no tratamento radioterápico. Por isso, o médico deve ser sempre consultado antes de o paciente fazer uso de qualquer medicamento.

    7. Sintomas que merecem cuidados imediatos

    Caso o paciente apresente algum sintoma novo que o incomode, ou ainda um dos sintomas relacionados abaixo, deve procurar orientação médica, o mais rápido possível.

    • febre (temperatura igual ou maior que 38 graus)
    • falta de ar ou dificuldade respiratória
    • dificuldade de controlar a urina
    • dificuldade na visão (dupla ou borrada)
    • dor de localização ou intensidade anormal
    • sangramento de qualquer região, que persista por tempo mais prolongado
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